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Gente… estava eu aqui sentada e assistindo TV quando me bateu uma saudade repentina da viagem do Japão… sim foi a 2 anos atrás mas não tem vezes que te bate uma saudade?? Quando isso acontece a primeira coisa que faço é olhar novamente as fotos…. Foi quando percebi que esqueci de escrever aqui no blog sobre um dos locais mais surpreendentes da viagem: A ilha de Miyajima.

Na verdade ela não estava inclusa no nosso itinerário de viagem, mas todo mundo que falávamos que íamos passar o dia em Hiroshima nos diziam para ir lá. Foi quando terminamos o passeio em Hiroshima e ainda tinhamos tempo e não queriamos voltar para Osaka e ficar perdidos por lá… então resolvi pegar meu super guia do Lonely Planet e ler sobre Miyajima e por lá dizia que o templo Itsukushima eram umas das 3 vistas mais lindas de todo o Japão.

Ahhh não perdermos tempo e resolvermos ir lá “checar” a informação, mesmo sem saber como chegar direito. Pegamos nosso mapinha abaixo e percebemos que não seria tão dificil…

As linhas coloridas são do ônibus, as linhas cinza são do trem JR

Entramos no primeiro ônibus que tinha bem na frente do memorial de Hiroshima, aonde estávamos, e descemos no próximo ponto onde tinha uma parada do JR (afinal tinhamos o passe e não pagávamos nada. Na verdade, dá para ir de ônibus até Miyajima, mas achamos que tinham muitas paradas e era muito demorado) e de lá fomos de trem até o “porto” para ir para a ilha. Chegando no ponto de Miyajima  pegamos o ferry… Quer uma notícia boa?

O ferry também é da JR e está incluso no JR Pass, portanto se você tem… não precisará pagar.

Já no ferry, olha a vista….


Chegando lá (não lembro exatamente quanto tempo mas é bem rapidinho) corremos para o Templo Xintoísta Itsukushima e logo no caminho encontramos os habitantes mais amigáveis da ilha, os veadinhos (eles cortam os chifres para não machucar ninguém)  soltinhos, soltinhos.

Os veadinhos soltos e a entrada do templo

Na chegada realmente é incrível e difícil não ficar de boca aberta… o Torii é enorme e lindo demais, com a cidade de Hiroshima ao fundo. Chegamos em maré baixa estão era possível caminhar até ele, porém dizem que quando a maré está baixa o Torii parece flutuar no mar, deve ser incrível também, por isso também é chamado de Torii Flutuante.

O pavilhão central também é bonito mas sem grandes atrativos, a não ser o pagoda de 5 andares, um dos maiores do Japão.

Reparem nos japinhas de máscara, estava bem no auge da Gripe Suína e era bem comum vários deles usarem em todos os lugares públicos.

Vai dizer que não é lindo!!!!

Enfim valeu e muito a passagem por Miyajima, e aconselho a todos dar uma passadinha por lá quando for para Hiroshima, é um passeio bem legal e que dá para fazer tudo em 1 dia apenas.

E na volta, de brinde, ainda fomos contemplados por um dos pores do sol mais lindos de toda a viagem. Entrou para a listinha dos mais incríveis, com certeza.

E sobre o boato de 3 vistas mais lindas do Japão?? Não cheguei a conhecer as duas primeiras, mas que a vista desse templo é incrível isso é mesmo!!!

Se quiser ler mais sobre a minha viagem do Japão, clica aqui que tem todas as dicas.

A área de Tempozan é uma espécie de shopping com muitos restaurantes, bares e lojas… bem gostoso e com uma vista para o porto bem bonita… ótimo para assistir o por do sol em Osaka tomando aquele sorvetinho.

Por do sol na Vila do Porto

Para chegar em Tempozan você precisa pegar o metrô (nem existem linhas JR para aqueles lados) e parar no ponto Osakako, você vai andar um pouquinho em frente e logo verá uma grande roda gigante (dizem ser a maior… mas se você está no Japão verá que em todas as cidades tem uma roda gigante e que cada cidade diz que a sua é a maior) ao lado estará a atração mais legal daquela área: O Áquario de Osaka.

O Áquario se localiza bem no Círculo de Fogo e contém todas as variedades de espécies dessa região. Bem no centro da construção está um tanque imensooooo com diversos tubarões e peixes e você vai descendo em espiral em volta dele e vendo as diversas espécies que vivem nas diversas profundidades do mar. Sem falar que é dividido também nas regiões dos países que compõem o círculo de fogo.

Essa região para quem não sabe é onde tem a maior atividade de terremotos e vulcões, é onde placas tectônicas de unem… e dizem que por causa dessa grande atividade é onde existe grande variedade de espécies.

Lá é possível ver golfinhos, focas, leões marinhos, pinguins, jacarés, peixes de todas as espécies, tubarão martelo, baleias, águas vivas, carangueijo gigante, polvo gigante, estrelas do mar, arraias, corais, tartarugas, e etc…

Segue algumas fotos (confesso que foi difícil selecionar só algumas):

 

Golfinho bebendo água

Corais da Austrália

Carangueijos Gigantes – diz que as pessoas se matam para poder pescá-los

Dali seguimos para o Observatório do Jardim Flutuante (Umeda Sky Buiding) que fica na área de Kita. Esse prédio é composta por duas torres, e o observatório une as duas torres… E juro que chegar até lá em cima é mais divertido do que a vista em si (que é maravilhosa).


Primeiro você pega um elevador (panorâmico em 3 paredes, juro que parece que não tem nada para te segurar), só esse elavador já aterrorizante… no bom sentido lógico, mas se você tem pavor de altura, ou então claustrofobia ou então vertigem não é muito recomendável… Eu que não tenho nada disso, já me deu frio na barriga….

Chegando lá ainda se pega mais uma escada rolante também panorâmica e que atravessa, começa numa torre e termina na outra… simplesmente sensacional!!! 

Lá em cima a vista é linda, tem cerca de 3 ou 4 restaurantes com a vista incrível, mas é preciso reservar com antecedência e os preços não são tão amigáveis. Caso queira algo mais econômico no subsolo dos prédios tem dezenas de restaurantes de tudo quanto é tipo… e bem gostosos, pequenos e bem intimistas.

Bem perto do Umeda Building, na verdade bem na frente da estação existe a melhor e maior loja de eletrônicos acredito que do mundo!!!! A YODOBASHI!!! Gente… essa loja é o sonho para qualquer pessoa que goste de eletrônicos, desde eletro-domésticos a material fotográfico e relógios distribuidos em 7 andares, a Yodobashi será a sua loja favorita no Japão. Na verdade essa loja tem em várias cidades e tem preços muito convidativos. Vale passar lá.

Eu fui 3 vezes na loja de Tokyo e 1 vez na de Osaka… e hoje sonho em ter uma aqui em Curitiba… hehehe. 

 

Osaka é uma daquelas cidades perfeitas para servir de base para conhecer outras cidades no Japão.

Principalmente com a existência do trem bala e do ticket JR pass facilita e muito a vida do turista!!!


Alguns dos lugares que se pode fazer bate e volta a partir de Osaka (A, no mapa) são:

– Kobe (B)

– Nara (C)

– Himeji (D): lá está o maior e mais bonito castelo do Japão, aparentemente o mais visitado também. Para ir você pode pegar o mesmo shinkansen que vai para Hiroshima, ele passa por lá antes.

– Hiroshima (E): apesar de meio longe e ser um pouco cansativa a viagem da para fazer tranquilamente como bate e volta. Veja aqui.

Kyoto também pode servir de base para as mesmas cidades e além disso você pode fazer a partir de Kyoto 1 dia em Osaka sem problemas… poré reserve bastante dias para isso… pois Kyoto é necessário pelo menos 3 dias inteirinhos… lá tem muitas atrações e templos para se visitar… e acredite você vai querer conhecer a maioria deles.

A única viagem que tive tempo para fazer dessas foi Hiroshima, infelizmente, por que  dizem que Nara e Kobe são muito lindas. Mas eu queria conhecer um pouco da cidade de Osaka em si também…. Em um dia você consegue ver tudo o que Osaka tem de melhor… Sim… não é uma cidade com MUITOS atrativos como Kyoto mas com certeza é uma cidade que deve ser visitada.

Osaka é dividida por 2 rios, formando duas partes: Minami e Kita. Começamos pela parte sul ou Minami que fazem parte Shinbashi e Namba.

Chegamos a noite e já queriamos conhecer a mais agitada avenida a noite… convenientemente descobrimos que nosso hotel ficava a menos de 2 quadras do agito. 

A rua Dotombori é cheia de restaurantes, bares e com muitas lojas, além de muitos PACHINKOS que são os cassinos de lá (aliás que vivem cheios seja dia ou noite). A noite a agitação é intensa e é incrível ver a quantidade de pessoas que circulam por lá ao mesmo tempo; boa parte da rua é inclusive coberta. A vista é daquelas que cinema, com muitas placas iluminadas e neons… chega até a ser um pouco poluida.

As ruas de Dotombori e seus neons

Escodidinho por entre as ruelas e becos da área de Dotombori está o pequenino mas muito simpático templo HOZEN-JI. Uma graça de templo, quando chegamos lá tinham várias pessoas rezando e jogando água na deusa, prática muito comum dos adoradores, um símbolo de purificação. Aquele beco do templo, chamado de Hōzen-ji Yokochō também tem vários restaurantes legais. Aliás naquela região as últimas das preocupações é descobrir aonde jantar, pois o que não faltam são restaurantes, de todos os tipos, comidas e gostos.

O pequenino e simpático templo de Hogen-ji

Mais um detalhe

No dia seguinte para começar a explorar em si a cidade… resolvemos ir a um dos templos budistas mais antigos do Japão. Esse templo é composto por vários prédios e mesmo nenhum deles sendo original ainda permanece a sua beleza, templo Shitennoji.

Diferente de Kyoto onde os templos estão lotados de turistas, os prédios são mais bonitos, com jardins maravilhosos e cultivados minuciosamente; são colírios para os olhos.. e apesar de ter sim japonses a maioria ainda são turistas.

Naverdade os templos de Osaka e de Tokyo servem para observar as pessoas rezando e vendo um pouco do cotidiano religioso dos japoneses; não possui muita coisa para fazer e interessante fora isso não. São lugares para reza mesmo. Na verdade nesse templo tinha muito pouco turista, a maioria estava lá ascendendo incensos para seus budas, jogando água nas estátuas, escrevendo pedidos em tabuletas e em papéis que estavam sendo jogadas na água como uma forma de purificação. O interessante é mesmo ver esse movimento de pessoas, japoneses em seus rituais espirituais.

 Templo Shitennoji


Um dos altares do templo

 De lá seguimos para o Castelo de Osaka!!!! Dizem que o castelo mais bonito do Japão fica em Himeji…e que perto deste o castelo de Osaka não é nada…mas vou lhe contar achei LINDO o castelo de Osaka… rodeado por um parque delicioso, com estádio de atletismo, muita árvores deliciosas para um piknik e até um templo lindinho (Hokoku -jinja shrine).

O castelo fica bem no centro, com direito a fosso e tudo,um parque delicioso e lá dentro é um museu contando toda a história do Japão e de como Osaka foi importante, já que mesmo que brevemente Osaka foi a primeira capital do Japão.

Osaka-jo

Quando finalmente se chega lá o passeio começa pelo último andar (o 8º andar) de lá se tem uma vista incrível de toda a cidade… e como o castelo fica bem no alto e ainda tem um terraço 360º você pode ver realmente toda a cidade… 

Vista do 8º andar do castelo

E então conforme vai descendo os andares vai vendo realmente o museu… das guerras, dos xogunatos, dos imperadores e etc…

Ali pertinho também tem muitos restaurantes (na verdade achei um pouco pega turista..) 

 

Como todos já sabem uma coisa que impressiona muito no Japão é a eficácia em tudo. Tudo é muito pontual, muito correto, muito certo.

Por isso é imprescindível acertar o seu relógio com os relógios das estações de trem… E vai por mim… você vai precisar.

Se o trem, metro ou shinkansen (famoso trem bala) estiver marcado para chegar a sua estação as 15:03 tenha certeza de que ele chegará exatamente nesse horário, nada de 15:05 ou 15:02; será 15:03. É impressionante como nunca dá errado…

No ticket do shinkansen se diz que o seu destino está marcado para chegar as 17:09…. você pode inclusive colocar seu celular para despertar e se preparar para sair nessa hora, sem sequer olhar no visor o nome do destino.

Portanto é bem importante se programar… para ter certeza de que nao vai perder o trem bala ou qualquer outra atração ou mesmo o trem/metro de volta. Para isso tenho a ferramenta perfeita.

No site Hiperdia você encontra não só o horário dos trens mas toda a troca de estações e/ou trens que você precisará fazer.

Para fazer a busca basta colocar a estação que estará e a estação que se quer chegar (pode ser em outra cidade também) e ele lhe dará os horários exatos que cada trem chegará na sua estação e na estação destino.

Bem importante brincar com essa ferramenta antes de ir ao Japão para não se perder nos horários.

Por exemplo, quando comprávamos o trem bala ele saia da estação de shinagawa certo horário, então estravámos nesse site e colocávamos o horário que tinhamos que estar na estação de shinagawa e a estação em que estávamos (no nosso caso geralmente era shibuya) e voilá… tinhamos todas as rotas e os horários que cada trem saia de cada estação… e acredite sempre dará certo.

Está sem internet no Japão??? (o que acredito que seja muito difícil por que todos os hotéis que vimos tinha internet no quarto free, só não esqueça de levar o note) Não tem problema algum, peça para o pessoal do JR pass te passar os horários dos trens da linha JR… eles fazem o mesmo serviço para você com um sorriso no rosto.

Shinkansen na estação em Shinagawa

Antes de ler esse post, leia a parte III

Fushimi – Inari Taisha: Esse templo é bem mais longe que os demais. E chega até a ser contra-mão. De ônibus existe apenas 1 linha que chega perto e com pouca frequência cerca de 30 minutos de intervalo entre um e outro, portanto muitas vezes a melhor forma de se chegar até lá é de metro, a boa notícia é que JR line ou seja quem tem o passe não paga  o ticket.

O incrível desse templo são as centenas de toriis (arcos de entrada vermelhos que existem nos lugares religiosos e de importância em todo o Japão) que estão alinhados colina acima. A grande maioria dos toriis foram doados por empresários e com escritas de suas preces em homenagem a deusa do arroz, Inari.

Torii que existe na entrada de todos os templos

Fileira de torii com as inscrições de preces

Templo Kiyomizu-dera: Esse templo tem a vista mais linda da cidade de Kyoto. O templo situa-se no topo de uma colina… Para chegar até lá em cima??? Subindo uma ladeira… mas apesar de alto, sabe que não achei tão cansativo assim?? A estrada que chega até lá é cheia de lojinhas, vá passeando com calma, vendo as lojinhas típicas, os doces feito de chá verde, souvenirs de todas as espécies e ao chega lá em cima aprecie a vista sem pressa , vá até a varanda do templo de contemple a vista, depois vá descendo e batendo quantas fotos quiser. O por do sol de lá é incrível, mas nao fique até muito tarde o trajeto de descida não tem muita iluminação não.

Kiyomizu-dera Temple e sua varanda

Vista do Templo ao escurecer e a Torre de Kyoto

Ginkaku-ji Temple: ou Pavilhão de Prata. Confesso que se você for visitar o Templo Dourado, ou Kinkaku-ji acho que esse templo fica totalmente dispensado. Chegamos lá esperando um acabamento prateado como o nome e nos descepcionamos. Para variar nesse templo o que compensa são os lindos jardins e a bela vista da cidade.

Vista de cima dos jardins, da cidade e do Ginkaku-ji

Palácio Imperial: Como deu para perceber até agora, Kyoto apesar de ser uma cidade grande e pulsante, é uma cidade cheia de parques, árvores que no outono enchem de folhas vermelhinhas, vermelhinhas… Muito lindo!!! E o palácio imperial fica exatamente dentro de um palácio lindo, cheio de árvores altas, lagos, pontes… Lindo!!!

Normalmente a entrada deve ser marcada e é necessário levar passaporte. Entretanto nós tivemos uma sorte incrível… durante aquela semana (e detalhe…o dia que fomos era o ULTIMO) estava sendo comemorada a posse do imperador atual… portanto a entrada estava liberada (não necessitando de reserva) e para todos os jardins e cômodos, além disso estava expostos vários objetos que são usados nos entronamentos e nas cerimônias mais reais. Bem legal pois podemos aprender um pouco da cultura japonesa e da figura do imperador. Foi bem legal e extremamente importante para entendermos um pouco mais do Japão!!!!

O prédio principal onde se assume o trono real

O jardim mais lindo do Palácio Imperial

Santuário Yasaka e Parque Maruyama: Esse santuário fica no final da rua mais badalada de Gion e tem um portão lindo todo vermelho… o templo é super colorido e muito importante para as pessoas de Kyoto pois é ali que a maioria comemora o Ano Novo orando por saúde e prosperidade. Continuando pelo santuário fica o Parque Maruyama, uma parque lindo e bom para ficar sentada descansando e admirando as dezenas de japonesas que ficam andando de quimonos. Durante a primavera dizem que as pessoas vão admirar a floração das cerejeiras.

Santuário Yasaka no final da rua Shijo-dori em Gion

Santuário Yasaka

Parque Maruyama e as lindas cores do outono

Enfim assim termina as séries de pontos turísticos de Kyoto… uma cidade linda, inspiradora, moderna e ao mesmo tempo centro de cultura e com prédios antigos cheio de história. Parques lindos com árvores que no outono tem as folhas vermelhinhas e que na primavera aprecia de perto a floração da cerejeira. Uma cidade inspiradora e inesquecível, que com certeza deixou em nossas memórias experiências e imagens que talvez nunca mais veremos iguais.


Continuação do post anterior…

Gion: um dos bairros mais tradicionais de Kyoto, sua rua cheia de lojas é um convite ao consumo. Além disso, vale a pena reservar para visitá-lo na hora do almoço, pois existem várias opções de restaurante, desde chinês a italiano. Dizem que nesse bairro a noite, é onde se encontra várias gueixas, infelizmente não tive essa sorte. Vai ficar para a próxima….

Bairro Gion

 

Pontocho: é uma ruazinha minúscula… mas virou muito turística, bem tradicional com sua lanternas japonesas, diz ser reduto de gueixas, assim como Gion, mas também não vi. Essa ruazinha diferente de Gion não tem muitas lojas, mas tem diversos restaurantes…. e prepara-se para gastar, pois lá os pratos são caríssimos, mas os restaurantes são um charme a parte. E a comida é divina. Ainda tem a possibilidade de jantar em salas privativas e até de contratar gueixas para entreter seu jantar….

Pontocho e suas lanternas

Toji Temple: O ultimo templo que visitamos foi o Toji.. Os guias diziam que esse templo não tinha muita beleza, mas que sua importância histórica era extremamente importante. Esse templo é um dos mais antigos da cidade sendo construído em 794 d.C. pelo império com o intuito de aumentar a proteção da cidade. O pagoda de cinco andares é o mais alto de todo o Japão. Confesso que fui sem muita expectativa porém quando chegamos lá o visual foi inacreditável. O local onde esse templo se localiza não é muito convidativo, parece até meio estranho ter um templo ali mas aconselho a visita. O clima todo de outono acredito que ajudou muito… Apesar de os prédios onde ficam as estátuas serem bem antigos, empoeirados e bem velhos, a beleza dos jardins com o pagoda de fundo é incrível.

Entrada do Toji Temple e o pagoda mais alto do Japão

 

Sanjusangen-do Temple:  Esse templo é fascinante e um dos imperdíveis em Kyoto… Sua fachada não é a mais bonita, seus prédios não são os mais bonitos, mais ao você entrar e ver as 1001 estátuas de Kannon, a linda Deusa da Misericórdia. São 1.000 estátuas de tamanhos exatos, com seus vários braços e no centro existe uma estátua imensa… Simplesmente impressionante. Pena que não dá para tirar fotos lá dentro.

Entrada do fascinante templo

Castelo de Nijo: O castelo é um dos mais importantes do Japão e foi construído pelo xogum Tokugawa. Seu interior possuem paredes ornadas pelos melhores pintores da escola Kano, uma das principais da época. Além disso uma das maiores atrações é o famoso Piso Rouxinol, o intuito dele era avisar sobre possíveis intrusores sem alertá-los. Isso ocorria pelo rangido do parafusos do piso que fazem um barulho do canto do rouxinol mesmo….. O impressionante é que até hoje ao pisar você ainda escuta o barulho.  Através de bonecos também é possível explorar um pouco do cotidiano da época, e a forma como faziam reuniões sobre batalhas e etc. (p.s.: também é proibido tirar fotos no interior)

Detalhe do portão de entrada do castelo

 

Aguarde pela parte III

Segue a parte III


O Monte Fuji é sem dúvida nenhuma uma das marcas registradas do Japão, todo japonês já subiu ou subirá até o seu cume pelo menos uma vez na vida. Dizem que o nascer do sol lá é incrível e traz muitas energias boas, entretanto esse passeio é possível apenas no verão.

Como chegamos em pleno outono, queríamos uma cidade em que tivessemos uma vista linda do Sr. Fuji. Entre várias cidades que existem resolvemos ir para Hakone que é na verdade a mais tradicional, mas que, atenção, só compensa ir se o tempo estiver bom e olhe lá… por que o Fuji tem mania de se esconder atras de nuvens e mesmo quando o céu está bom a probabilidade de vê-lo é pequena.

Na verdade muitos lugares de Tokyo é possível ver o Mt Fuji de um dia claro: da Tokyo Tower, do Roppongi Hills e etc… mas nada se compara a vê-lo de pertinho… é uma sensação indiscritível.

Saímos de Tokyo via Shinagawa onde pegamos o trem bala (o dia estava tão bonito, que conseguimos ver o Monte Fuji já do trem bala, na ida peça para sentar na direita), de lá fomos direto para a estação de Odawara. Chegando você compra um ticket para dois dias onde você pode comprar nas maquinas que tem lá mesmo, mais fácil do que enfrentar a confusão de filas cheia de estrangeiros.

Vista do Monte Fuji do trem bala

Nesse ticket estão inclusos todos os tipos de meio de transporte que você usará a partir de agora: trenzinho, barco pirata, telefêrico, outro teleférico, ônibus… Nesse passeio você vai usar vários tipos de meios de transporte.

Mas atenção, vá logo pela manhã quando na previsão do tempo dizer que o tempo estará bom (alias lá no Japão outra coisa incrível é justamente isso, a previsão do tempo não erra nunca). E assim que chegar em Hakone vá direto para o lugar onde se tem a vista mais linda do Monte Fuji que é o passeio de barco pirata. Pois assim a chance das nuvens entrar na frente do vulcão diminui um pouco.

Então esse foi o roteiro que fizemos:

Saímos da estação do trem bala e fomos direto pegar o ônibus até Hakone-moto, é lá as margens do Lago Ashi, que se tem a vista mais linda do Monte Fuji. Aquele topo coberto de neve branquinha com aquele lago enorme. Lindo!!! Ali passamos boa parte do tempo sem dar trégua para o botão da máquina fotográfica.

Vista do Monte Fuji e o Lago Ashi

Ali se pega um barco pirata (???? até para mim foi estranho…mas tá né?!!) e atravessa o lago até chegar do outro lado onde se pega um ropeway/teleférico. Onde se pode avistar de novo o vulcão bem pertinho e ainda as fumaças sulfurosas que comprovam a atividade vulcânica do lugar. Se tiver estômago vale a pena comer o ovo preto. Sim… é um ovo que é cozinhado nas água sulfuricas (por isso a cor preta) e que diz fazer muito bem a saúde garantindo ao corajoso 7 anos a mais de vida.

Fumaça Sulfurosa 

Ali de cima, depois de 2 ropeway que é considerado o teleférico mais visitado do mundo, a vista do Fuji é novamente de tirar o folêgo. Após esse momento prepare-se para a descida por um cablecar/funicular no meio da mata. A natureza lá é linda mais difícil de ser admirada já que a quantidade de gente é enorme. Logo após a descida pega-se novamente um trezinho para então chegar na estação de Odawara. Não esqueça de sentar agora do lado esquerdo e assistir um por do sol incrível com o Fuji de fundo.

Há várias vantagens de viajar de trem bala:

– Todos os tickets (a não ser dos trens Nozomi) estão cobertos pelo JR Pass portanto você viaja para onde quiser e não paga um centavo a mais;

– Os trens são todos super pontuais e não exigem check-in, então você não precisa chegar 1 hora antes como no caso de viagens de avião;

– Existem shinkansen a cada 10 – 20 minutos para os principais destinos portanto você não precisa fazer reserva ou comprar muito antes… em todos os casos chegávamos na estação e comprávamos o ticket para o próximo…o máximo que esperamos foi 30 minutos, isso por que não queríamos viajar em um vagão fumante e ainda se perder o trem sempre tem o próximo a poucos minutos;

– As poltronas inclinam bem mais do que avião e os espaços para as pernas são bem maiores, portanto você se acomoda bemmmmm melhor.

O problema fica na questão das malas:

Na parte de cima existe uma espécie de maleiros (tipo aquelas em ônibus) onde é possivel acomodar até uma mala pequena sem problema algum, além de todos os seus pertences de mão. 

Na parte de trás da última poltrona existe um espaço onde se pode guardar a mala e até dependendo o tamanho da mala tem espaco para ficar na frente das suas pernas sem problemas.

O maior problema não é mala no trem bala… o maior problema é chegar com a mala até a estação que o shinkansen vai sair… Se o seu hotel for bem próximo da estação, ótimo… caso contrário a multidão é tanta nessas estações, além das escadas, degraus, afffff me canso só de pensar…. Fora o peso da mala ne?!!? (se você for que nem eu que leva o armário inteiro)

Eu bem que tentei nessa viagem fazer uma mala mais compacta e leve (JURO)… Não deu muito certo… Se bem que para o meu padrão até que as malas ficaram levíssimas… mas como seriam cerca de 15 dias no Japão mais 5 dias na china entre amostras para fornecedores e presentes a mala ainda ficou pesada (devo admitir)… então decidimos que acharíamos outra forma de resolver o problema das malas….

E foi a melhor coisa que fizemos…. é claro que se paga um preço, muitas vezes não muito barato… mas foi o jeito que arrumamos e se voltássemos lá com certeza faríamos o mesmo.

O nome do jeitinho milagroso chama-se TAKYUBIN que nada mais é do que o correio japonês… 

Na maioria dos hoteis eles mesmo te ajudam… você pede para enviar a mala para o seu próximo destino pelo TAKYUBIN, entrega o endereço do hotel que deseja que eles entreguem, deixa a mala, recebe o comprovante e 1 dia depois aguarde que sua mala estará no seu quarto de hotel.

Sim… é simples assim mesmo!!!

No comeco ficamos meio receosos e tal… principalmente pelo fato de demorar 1 dia… mas nada poderia dar mais certo.. Fizemos uma malinha de mão com as coisas básicas que precisaríamos para esse dia que ficaríamos sem mala (não esqueça das coisas de valor também) e lá partimos; as malas chegam antes mesmo de você fazer o check-in e a maioria dos hotéis ainda deixam elas direto no seu quarto.

RÁPIDO, PRÁTICO E SEGURO.

Acho que uma das principais preparações que se pode fazer antes de viajar para o Japão é sem dúvida nenhuma adquirir o JR Rail Pass. Ele é um anjo salvador dos turistas não só na cidade mais cara do mundo (Tokyo) como em toda as cidades do Japão.

Esse passe garante transporte entre todas as cidades do Japão utilizando os shinkansens (trens bala), permite que você se desloque dentro das cidades quando for usar as linhas da JR e ainda inclui o ferryboat entre Hiroshima e a ilha de Miyajima. Com isso o turista economiza e muito; mas atenção: esse passe só está disponível para aqueles que vão ao Japão com visto de turista. E não é válido para os trens bala Nozomi (que são os mais rápidos).

O transporte público é excelente. Existe trem para todo o lado das cidades, porém o grande defeito é que nada é integrado, portanto toda a hora que você desce em uma estação para trocar de trem você deve pagar novamente a tarifa cujo preço vai depender da distância que você vai percorrer. Na frente das máquinas de compra de ticket (sim lá é tudo na base da máquina) vai ter um enorme quadro com todas as linhas saindo e chegando a estação que você está. Em cada estação você encontra o preço que deverá pagar.

Muitas vezes esses quadros estão apenas em japonês, quando você ficar na duvida de qual o valor deverá pagar sempre pague a tarifa minima. Quando chegar na estação de destino passe em uma das máquinas que ficam perto da saída chamadas de Fare Adjustment e ele te dirá se deve pagar algo a mais ou não.

Porém se você tem o passe você pode andar quantas vezes quiser em quantas estações desejar que, SE FOR LINHA JR, não pagará nada. Basta apresentar o passe para os guardinhas na entrada e na saída das estações. Eles ficam bem ao lado das catracas.


Grifei bem o fato de ser JR Line por que em todas as cidades há as linhas de metro e as linhas privadas, dentre estas a da JR Line. Portanto esse passe não serve para as linhas de metro. Não que isso vá fazer diferença já que há linhas JR para todos os principais lugares.

Quando for comprar o passe veja exatamente qual a duração da sua estada não só em Tokyo mas no Japão como um todo. Existem passes para 7, 14 e 21 dias. E eles começam a valer a partir da data que você for em uma das agencias da JR (eu troquei na estação de Shinagawa) e pedir para validar o passe, nesta hora você vai poder decidir a partir de que data você quer que ele valha. Antes disso ele não é válido, sendo apenas um voucher!!!!!  Portanto veja direitinho as datas.

Para usar os shinkansen é um pouquinho diferente. Você deve ir a um dos pontos de venda do trem bala (como se fosse comprar normalmente) e que existem em todas as grandes estações de trem. Quando for comprar escolha o destino, o horário (para as grandes cidades existem trens balas a cada 10 – 20 minutos) e mostre que você tem o passe…. nenhuma taxa ou valor será cobrado. Se te cobrarem, algo está errado.

Geralmente os atendentes são sempre bem gentis e falam inglês o suficiente para te atender e tirar todas as suas dúvidas. Além disso, você também pode pedir os horários dos trens que você precisa pegar para chegar na estação em que precisa pegar o trem bala; para dessa forma não perder o trem (que sai pontualmente!!!!). 


Enfim… JR Rail Pass é a salvação para todo o turista não ir a falência para se locomover no Japão. Não esqueça de cuidar dele com todo o carinho, de levar para onde quer que você vá e deixá-lo sempre a mão, já que vai precisar mostrá-lo tanto na entrada quanto na saída de cada linha de metro e se for perdido você nao conseguira uma segunda via.

Jr Lines

 

Tokyo Monorail

P.S.: Clique nos mapas do metro para ver em maior tamanho.

– Multidoes para todos os lados

– Ar condicionado na maioria dos hoteis nao funciona

– A pontualidade britanica deveria se chamar pontualidade japonesa

– Trem bala foi a melhor invencao de todas

– Os elogios ao transporte publico de Curitiba nao valem nada para quem conhece o do Japao

– As ruas sao limpissimas mesmo nao existindo lixeiras

– Ninguem fuma na rua so nos fumodromos

– Calcada tambem e lugar de bicicleta

– Se não se cuidar as bicicletas atropelam mesmo

– Takyubin é a salvação dos turistas

– JR Pass é impressindivel para qualquer turista

– Os japoneses são organizados, pontuais, educados e gentis.


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