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Escultura Maori

Só para terminar os posts sobre a Nova Zelândia, queria escrever sobre algumas coisas importantes para o viajante.

O kiwis (como os neo zelandeses são chamados) são muito simpáticos e solícitos. Tenha certeza de que sempre que você precisar de algo, bastará perguntar.

Em Auckland a quantidade de imigrantes por m2 é impressionante, muitos chineses mandam seus filhos para Auckland para estudar portanto é mais do que comum ouvir chinês pela rua, ver restaurantes daqueles bem típicos e igualzinhos aos que você encontrará na China… é até meio estranho! Mas é legal ver  essa diversidade toda.

Achamos o país todo muito seguro, apesar de não poder descuidar como toda a cidade grande, existem muitos pedintes mas eles não te oportunam na rua.

Uma das coisas mais legais que vi por lá foi sem dúvida alguma o atendimento ao turista/viajante. Em todas as cidades (inclusive nas menores) existem os iSite, que são os centros de atendimento ao turista. E lá tem uma série de informações sobre as cidades, atendentes muito simpáticos e bem informados, além de todos os panfletos sobre os passeios. Além disso você pode comprar o ingresso de qualquer atração lá mesmo e em algumas situações inclusive com descontos especiais.

Em todas as cidades a primeira coisa que fazíamos era dar uma passadinha nos iSites para saber o que de mais interessante tinha na cidade. Foi lá que descobrimos por exemplo o passeio pelo maior lago do país, o lago Taupo e o walk tour de Napier. Não deixe de passar por lá.

Entre os presentinhos legais para dar para a família estão: jóias com concha Paua, essa concha tem uma cor incrível e mais parece uma pedra do que concha; artesanato em madeira dos Maoris que fazem peças lindas e tem todo o significado cultural tem de todos os tamanhos, formatos e preços, lindo demais!!! Além é lógico dos bichinhos de pelúcia dos kiwis (ave típica da Nova Zelândia) e uniformes dos ALL BLACKS (time de rugby mais aclamado e importante do país).

Outra coisa bem importante é a entrada no pais. Eles são bem rigorosos com a entrada de sementes, frutas,ou algo assim. No avião já é alertado, durante a saída do avião existem vários alertas, na imigração existe mais um aviso enorme (na verdade chega até a intimidar, rs) e depois de pegar suas malas, todas são passadas pelo Rx. Portanto não adianta tentar burlar pois lá há multas severas para esse tipo de omissão. Tudo isso é feito com intuito de preservar toda a natureza linda da Nova Zelândia, por isso é realmente bom respeitar.

No mais… é só aproveitar esse país tão lindo!

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Na região de Hawke’s Bay tem várias cidades pitorescas que pode servir de base para você conhecer a região, mas uma nos chamou muito a atenção pela sua história: Napier.

A cidade, que na verdade é uma praia cheia de predrinhas pretas, foi abalada a alguns anos atrás, por um terremoto de grande intensidade que destruiu a cidade inteira, apenas 1 prédio sobreviveu ao incidente.

Foto da destruição

O único prédio que ficou em pé

Junto com esse terremoto a superfície terrestre subiu cerca de 2 metros e o que antes era banhado pelo Oceano Pacífico ficou então acima do nível do mar possibilitando que a cidade crescesse ainda mais.

A parte mais alta era a cidade antes, a parte mais baixa era ocupada pelo oceano

Bem na época desse terremoto a Nova Zelândia passava por uma época bem difícil de empregos portanto várias pessoas de outras cidades vieram trabalhar na reconstrução da cidade, era feito filas para trabalhar e os responsáveis pelas  construções revesavam os trabalhadores para garantir que todos trabalhassem.

Com essa reconstrução, a cidade inteira se reuniu para decidir como seria essa reconstrução da cidade e por influencia de Paris, França optaram pela ART DECO.

Os traços estão espalhados por todos os prédios da cidade e são detalhes e mais detalhes, lindos!!!! Durante algum tempo alguns prédios foram substituídos por prédios modernos porém a população se reuniu e hoje eles mesmos preservam os prédios. Além de estarem tentando entrar para ser um dos Patrimônios Históricos tombados pela Unesco. Achei muito legal essa iniciativa da própria população.

Para conhecer mais de toda essa história apenas uma volta pela cidade não é suficiente, vá até o iSite (centro de informação) da cidade e procure por um Walk Tour… vale muito a pena e custa apenas NZ$ 15,00 por pessoa. É sempre uma pessoa local que vai te contar toda a história da cidade e de cada prédio que você vai encontrar pela frente.

Além dos lugares que eles passam, vale a pena visitar a Igreja Anglicana da cidade. As pessoas que cuidam da igreja são super bem educadas e te convidam mesmo a entrar e conhecer. No altar tem um altar específico para os Maoris e são realizados missas específicas para eles. Achei muito legal!!!

A igreja (acima) e o altar Maori (abaixo)

Dica de Hospedagem: Em Napier achei bem difícil achar um hotel BBB, ou os hoteis são baratos mas nada convidativos ou são bed and breackfast bem aconchegantes mas com preço estratosféricos. Foi onde achamos uma opção bem legal e é simplesmente um CROWNE sim… um hotel que mais parece conjunto residencial bem de frente para a praia, com um restaurante delicioso, um quarto majestoso, por apenas NZ$ 190,00 a diária. Achei uma opção excelente!

P.S.: Quem tiver mais dicas de passeios por lá e de hospedagem por favor deixe nos comentários!!

De Rotorua seguimos para a região de Hawkes Bay, famosa pelos vinhos. Estávamos loucos para prová-los.

Fonte: http://www.mappery.com

Pena que fomos no inverno e os parrerais estavam literalmente pelados. Mesmo assim a paisagem já era lindo, mesmo com o tempo muito feio e chuvoso, imagina em um dia de sol e em época de uvas, deve ser demais.

Na região existem muitos vinhedos um ao lado do outro, alguns possuem visitas guiadas aos vinhedos porém a grande maioria somente no verão, quando a região é mais visitada. E outros tem restaurantes, alguns trabalham somente no verão também outros o ano todo como o belo vinhedo TE AWA.

Vinhedo Te Awa

O vinhedo é maravilhoso, lindo mesmo… a casa bem rústica e a história da propriedade típica de uma lenda Maori. Dizem que corre um rio subterrâneo pela propriedade e que dizem que é o segredo para o sabor delicioso do vinho. E vou dizer… não sei se a lenda é verdadeira mas que o vinho é realmente uma delícia, isso é!

O Te Awa oferece um restaurante com vista lindissima para o vinhedo inteiro. Em dias de sol acredito que a área do restaurante fique interligada com a área externa. E a comida é de primeira, gourmet mesmo. Comemos camarão e peixe, e os ingredientes são frescos e deliciosos, sempre regados ao vinho do próprio vinhedo (lógico!) que eles já te ajudam a harmonizar com o teu prato.

Almoço com o vinhedo ao fundo

Depois ainda é possível fazer uma degustação dos demais vinhos na lojinha que fica ao lado do restaurante.

Depois do almoço passeamos por toda a região observando a paisagem linda dos vinhedos e fomos parar no vinhedo mais antigo da Nova Zelândia: TE MATA.

É um vinhedo familiar muito bonito, não tem restaurante, mas no verão tem visitas guiadas pela propriedade. A lojinha é bem menor que o Te Awa e o vinho mais forte.

Particularmente gostei mais da estrutura e do vinho da Te Awa.

Uma particularidade dos vinhedos na região de Hawke’s Bay é que todas elas tem dezenas de ovelhinhas que são criadas soltas pelos vinhedos, isso por que as ovelhas comem as ervas daninhas. O que deixa a paisagem ainda mais bonita.

As ovelhas do vinhedo Te Awa

Todos os vinhedos tem as ovelhinhas

Outro bate e volta interessante que pode ser feito a partir de Rotorua (2hrs) ou Hamilton (1hr) ou Cambrigde (1hr) ou até mesmo Auckland (apesar de ser mais longe também é possível – 2h30min) é Waitomo Caves.

As Waitomo Caves são uma séries de cavernas que antigamente ficava no fundo do mar e hoje estão acima do mar, provavelmente por causa de tanto movimento geológico que aconteceu ao longos dos milhares de anos na Nova Zelândia.

Por lá é possível fazer uma série de passeios em diversas cavernas escolhemos apenas duas: Aranui caves e Glowworm Caves. Todos os guias dizem que essas são as cavernas mais bonitas para se visitar.

Entrada da Caverna Aranui

Ainda é possível fazer rapel em abismos, raftings e etc.. Mas como o frio estava muito grande resolvemos deixar para uma outra oportunidade.

Caverna Aranui – é grande e muito bonita. Lotada de estalactites (formada pelos pingamentos de água através do teto das cavernas) e estalagmites (formado pelas gostas que vão caindo no chão e continuam a precipitar sais). O legal é que você encontra um guia na entrada da caverna que vai te contando sobre a formação da caverna, como ela foi encontrada, onde tocar, onde não tocar e etc. Achei bem legal!!!

As estalactites

Só cuidado por que a maioria dos lugares você realmente não pode tocar, as cavernas são super bem preservadas e o simples toque da sua mão faz o sais reagirem e alteram as rochas de cor.

Caverna Glowworm – na verdade achei essa a mais legal!!! Os glowworms (que até agora não achei um nome para traduzir) são uma espécie de vagalumes, porém sua luz fica constatemente acessa, eles não são insetos voadores cuja cauda fica piscando. Na verdade eles são uma larva que no escuro brilham. Muito lindo!!!

Na verdade a caverna onde ficam os glowworms são bem menores e mais sem graça que a Aranui mas o que chama a atenção são os bichinhos mesmo… essas cavernas são bem escuras (isso para poder ver os bichinhos) e com uma acústica incrível, inclusive a guia disse que em datas especiais tem violinistas e etc… já pensou?! Lindo… Pena que quando eu fui não tinha. 😦

Nessa hora se você olhar para o teto da caverna já vai ver uns pontinhos brilhantes, eles ficam sempre na parte mais escura. Mas aí quando você entra nos barquinhos e faz a parte aquática do passeio é incrível. Todo mundo fica em silêncio, no escuro, só olhando para o teto e vendo aquela multidão de glowworms… é simplesmente maravilhoso e só isso já vale o passeio até waitomo.

Fotos dos cartões postais (Dá para ver os pontinhos luminosos?)

A única coisa ruim é que na caverna das glowworms é proibido tirar fotos.

Taupo é uma ótima opção para um bate e volta de Rotorua. Uma cidadezinha super charmosa a beira do maior lago do país inteiro, de mesmo da cidade: Lago Taupo.

Bem na entrada tem um mirante super legal para tirar fotos da cidade com o lago ao fundo e as cadeias de vulcões atrás. As fotos e a vista de lá são o máximo.

Lake Taupo

A cidade é bem bonitinha mas não tem muitasss coisas para se fazer não. Fizemos um passeio de barco pelo lago, que na verdade não me emocionou muito não, mas foi bom para dar uma aproveitada na paisagem do lago e dar uma relaxada.

Durante o passeio foi possível ver a “praias” em volta do lago. Uma delas é chamada de “Hot Sand Beach” por que diz que se você cavar a areia acha água quentinha, afinal não vamos esquecer que tudo na Nova Zelândia é de origem vulcânica, inclusive o Lago Taupo. Na verdade a praia não tem nada de diferente mas eu queria muito testar essa história mas estava tão frio e com uma chuvinha chatinha que desisti.

Vista do barco

Influência Maori até no passeio de barco

Outra coisa legal é que do outro lado do lago tem os 3 vulcões ativos: Ruapehu, Ngauruhoe e Tongariro do Tongariro Nacional Park (que aliás é outro bate e volta legal que fiquei muito afim de fazer mas infelizmente não deu tempo. As paisagens devem ser maravilhosas, o filme senhor do anéis foi gravado por lá só para se ter uma idéia).

Apesar do tempo feio e das muitas nuvens conseguimos dar uma olhadinha nos vulcões (mas ainda quero voltar para vê-los de perto, motivos a mais para viagens nunca é demais né!?).

Vulcões Ruapehu, Ngauruhoe e Tongariro entre as nuvens

Bom, voltando a Taupo, todo mundo sabe que a Nova Zelândia é mundialmente conhecida por ser a terra dos esportes radicais, não somos muito adeptos de esportes radicais não, mas como estávamos lá, como iamos negar essa experiência?! Além disso Taupo é muito famosa pelo Bungee Jump… então lá fomos nós.

Fonte: divulgação

Compramos já em Rotorua mesmo (no centro de informações iSite – aliás esses centros de informações tem em todas as cidades e funciona muito bem para comprar ingressos de atrações mais barato, saber de todas as atrações, é muito legal) e seguimos para Taupo encontrar a empresa Taupo Bungy. O lugar é lindo e você pula a 47 metros bem em cima do lindo rio Waikato. A vista não poderia ser mais bonita.

O maravilhoso Rio Waikato

Apesar de quase desistir e sentir uma vontade imensa de chorar pulamos eu e o maridão juntinhos e foi maravilhoso (não que eu vá repetir o feito!! haha), a vista e a sensação é realmente incrível.

Nosso salto a 47 metros de altura




Sim… a principal atração de Rotorua são os parques geotermais, porém nem só de enxofre vive a cidade.

O centro é uma graça, isso incluindo o centro de informações turísticas, com uma igreja anglicana delicada. Um city tour, que pode muito bem ser feito a pé ou de carro,não demorará mais que uma tarde. Com certeza!

Fonte: http://www.mappery.com

Começe perto do War Memorial com uma volta no Lago Rotorua , um imenso lago de origem vulcânica e cheio de cisnes cinzas lindos!


Vá caminhando e aproveitando a paisagens, se for de manhã cedo tire um tempo para tomar café da manhã em muitos dos cafés que existem ali.

Lago Rotorua

Contornando o lago dará de cara com o Government Garden, lindo!!! Como já contei aqui esse foi um dos primeiros prédios turísticos de Rotorua e era na verdade um spa que se aproveitava das águas medicinais da região.

Hoje o prédio todo reformado virou um museu e vale muito a pena a visita para quem gosta de história. Ele conta um pouco das guerras que a Nova Zelândia, do surgimento da cidade de Rotorua (conforme contei aqui)  e um pouco sobre o prédio. Bem legal mesmo!! É um museu pequeno, não vá esperando um Louvre da vida, mas achei bem interessante.



E os jardins, ahhh os jardins que lindo!! Flores de todos os tipos de cores, a sua direita está o Blue Baths que hoje também é um spa de águas termais naturais. E passeando pelo jardim você vai achar inúmeras fumarolas.


Seguindo um pouco mais o lago, vai encontrar o Polynesian Spa. Esse vale a pena viu?! São banhos termais deliciosos. Eles possuem vários tipos de banhos e massagens. Os banhos tem desde a área familiar com piscinas com tobogãs para crianças e etc até salinhas privativas com e sem vista para o lago. Além de várias piscinas enormes de vários tipos porém públicos. O preço vai depender do que você escolher.


Nós pagamos NZ$ 26,00 por pessoa para a piscina privativa com vista para o lago, se for analisar não é caro e é um ótimo relaxante depois de um dia de andanças pela cidade. E apesar de sairmos de lá cheirando enxofre foi uma delícia.

Nossa piscina privativa no Polynesian Spa com vista para o lago

Para conhecer a cidade de cima, um pouco mais longe, mas nem tanto é de cima do Mount Ngongotaha (um antigo vulcão) onde na metade está o Skyline Skyrides. A vista é bem legal e dá para ver a cidade toda. A subida é através de gôndolas para aproveitar bem o passeio, a descida pode ser feita do mesmo jeito ou se você gosta de adrenalina tem os luges, espécies de trenó que descem em toda a velocidade. Parecem ser bem legais.

A gôndola

Lá em cima tem um restaurante onde é possível fazer todas as refeições do dia, uma lojinha de souvenirs (a lojinha é mais cara lógico mas dê uma olhada com carinho pois vi algumas coisas bem legais e que não achei em loja nenhuma) e mais alguns esportes radicais como luges, um skyswing (que e uma espécie de pêndulo gigante para duas pessoas) e um teleférico.


Viu?! Não falei que Rotorua era muito mais que cheiro de ovo podre?!

• Introdução a Rotorua

• As áreas geotermais

Bate e volta de Rotorua:

• Taupo

• Cavernas de Waitomo


Rotorua foi sem dúvida alguma o ponto alto da nossa viagem a Nova Zelândia.

A gente, principalmente quem mora no Brasil, ouve falar muito de furacões, vulcões e etc mas acho que é muito difícil realmente compreender a dimensão de tudo isso. Mas vendo de perto uma cidade que tem um lago lindo e atividade vulcânica para todo o lado ajuda a compreender um pouco.

Confesso que se morasse lá teria um pouco de pavor, por que a cidade parece estar prestes a explodir a qualquer momento; e digamos que o cheiro de ovo podre também não ajuda muito.

Ir até lá e não conhecer pelo menos algumas áreas termais e um pecado. É lá que você realmente entende que a Terra está viva (e como!!!) logo embaixo de você e o quanto ela é poderosa.

Existem diversas áreas termais, mas nós resolvemos ir a apenas duas (até por que chega um hora que tudo é igual ne?!) : Te Puia (que também tem apresentações Maoris que são imperdíveis) e Wai-O- Tapu.

Se você for fazer esses mesmos lugares é importante ir primeiro bem cedo ao Wai – O – Tapu. É lá que você vai ter o seu primeiro contato com os gêisers, a exatamente 10:15 da manhã. Por isso chegue cedo, Wai – o -tapu fica a mais ou menos 30 minutos.

O gêiser Lady Knox e seu erupção é na verdade um show a parte. Isso por que na verdade ele não explode espontaneamente as 10:15 e sim é colocado uma espécie de detergente que causa essa reação e a consequente erupção. Realmente um show!!! Apesar de ser bem legal… fiquei um pouco frustada pela “trapaça”. Você tem a opção de comprar o ticket só para o gêiser ou para o passeio todo… e vou te dizer vale a pena conhecer o parque termal inteiro.

Há muitos buracos com fumaças, lamas borbulhantes, argilas de todas as cores possíveis, piscinas termais, rochas de silicas por todos os lados e o ponto alto foi o Artist’s Palette. É um conjunto de várias piscinais termais, com águas quentes que criam cores lindas!!!!! Destaque para a Champagne Pool com a borda petrificada laranja!!! Ótimo para fotos… vá preparado.

Artist’s Palette

Champagne’s Pool

A área geotermal é enorme, mas o passeio passa bem rápido.

Já a área geotermal de TE PUIA imperdível, mas se informe antes para pegar o show dos Maoris… e conhecer um pouco desse povo tão fascinante.

Nós pegamos o show das 15:30, o último da tarde (depois só tem a noite com jantar incluso) e achei perfeito. O Te Puia (diferente do Wai-o-tapu que é longinho) fica bem na saída de Rotorua a uns 10 minutos do centro da cidade.

Ao chegar lá começa um show na casa de culto dos Maoris e é muito legal aprender um pouco da sua cultura. Eles fazem o ritual de boas vindas e explicam como a tribo deles sabe se a outra tribo está em paz ou em guerra. O comprimento oficial deles (dois apertos de mão e então encostam duas vezes os narizes, muito engracado!) e então vemos vários tipos de danças típicas deles.

Casa de culto

Cerimônia de Boas vindas

Cumprimento entre os Maoris

A dança que eles fazem antes da guerra ou competição que serve para intimidar o inimigo e também para pedir proteção. Olhos esbugalhados e língua para fora a dança é muito legal!! Dá até vontade de aprender.

Dança da guerra

P.S.: Vá com uma meia bem bonitinha por que dentro da casa de culto você vai ter que ficar descalço.

Depois do show é hora de dar uma volta pela área geotermal. Ver o gêiser Pohutu que erupciona umas 2 vezes por hora e nós pegamos bem na hora…e ahhh melhor: NATURALMENTE!!! haaha… nada de atiçá-lo. Vimos também lamas borbulhantes, hot seats, mas o mais legal é ver os kiwis.

Área geotermal de Te Puia

Os kiwis são aves noturnas bem típicas da Nova Zelândia que estão em extinção. Uma pena!! Mas por lá tem vários criadouros tentando reverter a situação. Como são aves noturnas o lugar onde os 2 kiwis (um macho e outro fêmea) estão fica numa sala bem escura pois assim eles revertem o hábito dos bichinhos para que os turistões como nós possamos conhecê-lo. A noite eles invertem e ascendem as luzes como se fosse de dia.

Foto da foto do Kiwi

Por isso fotos são extritamente proibidas… confesso que no começo é um pouco dificil de achá-los, e é incrível ver aquele bicão dele. DEMAIS!

Depois de tudo isso ainda aprendemos um pouco mais da cultura Maori. Eles tem como trabalho o artesanato em madeira (carving) que tem toda a sua tradição como olhos esbugalhados com conchas PAUA como olhos (pois dizem que é a coisa mais forte do corpo humano), 3 dedos significando alma, corpo e mente (em alguns tem o quarto dedo que é o espiritual) e etc. bem interessante.

Enfim vale muito a pena!!!

Mas aguarde o próximo post, afinal Rotorua é mais do que apenas uma grande área termal.

• Introdução a Rotorua

Os outros atrativos da cidade

Bate e volta de Rotorua:

• Taupo

• Cavernas de Waitomo


Welcome to Rotorua!!!

Antes de mais nada, antes mesmo de ir para Rotorua é importante entender sua história, como surgiu a cidade e por que ela é tão conhecida por sua atividade geotermal.

Rotorua era antigamente um vulcão. Sim um vulcão ativo, na sua última erupção a quantidade de detritos que foram expelidos do vulcão foi tão grande que fez com que a cratera desmoronasse e criasse um lago: O Lago Rotorua.

E o seu entorno todo e portanto a base do vulcão fosse sendo cada vez mais ocupado transformando-se em uma cidade. Uma cidade cujo magma terrestre está a apenas 40km de distância. Como se não bastasse a cidade está situada bem no meio entre duas placas tectônicas. Tudo isso faz com que essa cidade seja única.

As atividades vulcânicas estão presentes pela cidade inteira (assim como o cheiro de enxofre, a.k.a. “ovo pobre” que exala pela cidade toda). Durante uma caminhada tranquila pelo centro da cidade é possível encontrar várias fumarolas, bem como lamas borbulhantes. É incrível!

Fumarolas por toda parte da cidade

A presença geotermal é tão forte que na cidade e em todo o seu redor é possível visitar e ver de perto a força vulcânica. São inúmeras atrações geotermais como geisers, fomarolas, lagos azuis de sílica, lama borbulhante, piscinas de água quente e etc.

Inclusive durante muito tempo as águas termais de Rotorua eram usadas como medicinais, aliás ainda é; no Polynesian Spa é possível se banhar nessas águas quentes e sulforosas que dizem ser medicinais, porém em 1908 foi construído um prédio lindo onde foi inaugurado o Great Spa, onde tinham vários tratamentos usando essas águas sulforosas e as lamas borbulhantes.

Tratamentos com as águas sulforosas em 1908

Infelizmente esse Spa não existe mais isso por que a manutenção do lugar ficou inviável já que as águas sulforosas corroiam toda a tubulação. Porém o prédio ainda existe e é um ótimo lugar para se visitar e conhecer todo esse lado histórico da cidade: é o Rotorua Museum of Art and History.

Rotorua Museum, antigo Spa

Além de todo esse histórico termal, Rotorua é a cidade com maior influência Maori (primeiros habitantes da Nova Zelândia).

Por muito tempo os Maoris foram perseguidos e até houve uma tentativa de eliminar a influência de sua cultura no país. Porém, atualmente eles estão mudando essa visão. Nas escolas as crianças tem muito contato com crianças Maoris (pelo menos uma vez por semana onde aprendem o básico da língua), a TV Maori está presente também e há também, principalmente em Rotorua, diversos locais onde se pode visitar uma vila Maori e ter um contato, por menor que seja, com um pouco da cultura deles.

Influência Maori por todos os lugares

É bem interessante e vale a visita.

Durante os próximos posts vou descrevendo as atrações que existem mais detalhadamente. Aguardem as cenas dos próximos capítulos:

• As áreas geotermais

Os outros atrativos da cidade

Bate e volta de Rotorua:

Taupo

Cavernas de Waitomo

O melhor jeito de desbravar a Nova Zelândia é de carro. Com ele você tem toda a liberdade para ir onde quiser, parar onde quiser e para falar bem a verdade não vi muitos ônibus ou trens na estrada não. Talvez por que fomos em baixa temporada.

Mas definitivamente o aluguel do carro nos facilitou e nos deu uma liberdade que não teríamos se fossemos de outra forma.

Alem disso a entrada é muito bem sinalizada e o asfalto muito bem cuidado, um tapete e o melhor de tudo: não pegamos nenhum (repito, NENHUM) pedágio. 

Apesar disso ainda acho recomendável ter um GPS a disposição, por lá o preço dele não é tão caro e sem ele você ainda pode ficar perdido principalmente na saída e entrada de Auckland, onde são muitas entradas, muitas pistas (tem lugares que são 8 pistas vindo e 8 pistas indo).

Apesar das vantagens, dirigir na Nova Zelandia é um verdadeiro obstáculo para qualquer brasileiro, isso por que por lá é usado a mão inglesa. 

Ou seja tudo ao contrario e você literalmente precisa reaprender a dirigir, por isso dou mais uma dica: para a gente o fato de termos alugado um carro automático foi primordial, fora a facilidade e o comodismo, ainda tem a vantagem de você não se atrapalhar todo na hora de trocar a marcha com a mão esquerda.

Com isso dito, não se esqueça:

  Pista da esquerda são para carros mais lentos e pista da direita para carros mais rápidos;

  As rotatórias, que por lá existem a cada esquina (literalmente!!) onde é permitido virar a esquerda e a direita lembre-se que ela vai da esquerda para a direita. 

  A seta fica do lado direito do volante (sério, todas as vezes limpávamos o parabrisa). 

  As pistas que vão e vem são sempre ao contrario portanto pense bem antes de entrar em uma via para não causar um acidente. Quando tiver dúvidas pare e pense ou então espere vir algum carro para saber qual a direção certa.

  A grande maioria das estradas por lá não são duplicadas portanto muito cuidado

 E ajuda ter um bom co-piloto principalmente na entrada e saída da cidade de Auckland, que foi o único trecho duplicado que pegamos, é um lugar muito movimentado (chegamos as 5:30 da manhã e já estava o maior trânsito) e com muitas pistas que começam e terminam a toda hora e muitas entradas e saídas e um erro ali pode ser difícil de ser concertado depois, portanto um bom co-piloto que fique olhando as placas e ajudando a “ler” o GPS enquanto o motorista tenta se acostumar com a mão inglesa também ajudará …. e muito!

 

 

Claro que a vista de cima da Sky Tower é linda!!! Mas o bonito mesmo de Auckland é ver a Sky Tower…

Para isso basta pegar um ferry no porto e ir até a outra ponta.. nós decidirmos ir até Devonport. Na verdade Devonport fica ao norte da cidade de Auckland, e é totalmente possível chegar de carro, porém demora muito mais.

Prédio do ferry

Ferry e ao fundo Devonport

Gastando mais ou menos NZ$ 10,00 (ida e volta) e 15 minutos no ferry estávamos em Devonport…. Só a vista durante o caminho já vale o passeio. Mas chegando lá as casas e a beira mar são lindas.

Mas o que queríamos mesmo era subir o Monte Vitória. Um vulcão extinto que tem lindas vistas para Auckland. Saindo do ferry siga reto na Victoria Road e siga as placas. Todos dizem que é mais indicado ir de carro, mas fizemos a pé e apesar de cansar um pouco foi super tranquilo.

Mount Victoria vista do ferry

Chegando lá a vista é realmente incrível e passamos horas tirando diversas fotos.

Vista Panorâmica de Auckland

Tem uma série de outros passeios que dá para fazer. Como percorrer toda a orla a pé observando os lindos prédios históricos ou simplesmente passear pelo centrinho com várias opções de restaurantes e lojinhas super charmosos.

Vale muito a pena a vista!!! Super indicado!!!

Vista Maravilhosa

 



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