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O Monte Fuji é sem dúvida nenhuma uma das marcas registradas do Japão, todo japonês já subiu ou subirá até o seu cume pelo menos uma vez na vida. Dizem que o nascer do sol lá é incrível e traz muitas energias boas, entretanto esse passeio é possível apenas no verão.

Como chegamos em pleno outono, queríamos uma cidade em que tivessemos uma vista linda do Sr. Fuji. Entre várias cidades que existem resolvemos ir para Hakone que é na verdade a mais tradicional, mas que, atenção, só compensa ir se o tempo estiver bom e olhe lá… por que o Fuji tem mania de se esconder atras de nuvens e mesmo quando o céu está bom a probabilidade de vê-lo é pequena.

Na verdade muitos lugares de Tokyo é possível ver o Mt Fuji de um dia claro: da Tokyo Tower, do Roppongi Hills e etc… mas nada se compara a vê-lo de pertinho… é uma sensação indiscritível.

Saímos de Tokyo via Shinagawa onde pegamos o trem bala (o dia estava tão bonito, que conseguimos ver o Monte Fuji já do trem bala, na ida peça para sentar na direita), de lá fomos direto para a estação de Odawara. Chegando você compra um ticket para dois dias onde você pode comprar nas maquinas que tem lá mesmo, mais fácil do que enfrentar a confusão de filas cheia de estrangeiros.

Vista do Monte Fuji do trem bala

Nesse ticket estão inclusos todos os tipos de meio de transporte que você usará a partir de agora: trenzinho, barco pirata, telefêrico, outro teleférico, ônibus… Nesse passeio você vai usar vários tipos de meios de transporte.

Mas atenção, vá logo pela manhã quando na previsão do tempo dizer que o tempo estará bom (alias lá no Japão outra coisa incrível é justamente isso, a previsão do tempo não erra nunca). E assim que chegar em Hakone vá direto para o lugar onde se tem a vista mais linda do Monte Fuji que é o passeio de barco pirata. Pois assim a chance das nuvens entrar na frente do vulcão diminui um pouco.

Então esse foi o roteiro que fizemos:

Saímos da estação do trem bala e fomos direto pegar o ônibus até Hakone-moto, é lá as margens do Lago Ashi, que se tem a vista mais linda do Monte Fuji. Aquele topo coberto de neve branquinha com aquele lago enorme. Lindo!!! Ali passamos boa parte do tempo sem dar trégua para o botão da máquina fotográfica.

Vista do Monte Fuji e o Lago Ashi

Ali se pega um barco pirata (???? até para mim foi estranho…mas tá né?!!) e atravessa o lago até chegar do outro lado onde se pega um ropeway/teleférico. Onde se pode avistar de novo o vulcão bem pertinho e ainda as fumaças sulfurosas que comprovam a atividade vulcânica do lugar. Se tiver estômago vale a pena comer o ovo preto. Sim… é um ovo que é cozinhado nas água sulfuricas (por isso a cor preta) e que diz fazer muito bem a saúde garantindo ao corajoso 7 anos a mais de vida.

Fumaça Sulfurosa 

Ali de cima, depois de 2 ropeway que é considerado o teleférico mais visitado do mundo, a vista do Fuji é novamente de tirar o folêgo. Após esse momento prepare-se para a descida por um cablecar/funicular no meio da mata. A natureza lá é linda mais difícil de ser admirada já que a quantidade de gente é enorme. Logo após a descida pega-se novamente um trezinho para então chegar na estação de Odawara. Não esqueça de sentar agora do lado esquerdo e assistir um por do sol incrível com o Fuji de fundo.

Replica da bomba Little Boy que caiu em Hiroshima

6 de agosto de 1945.  8:15 da manhã.

Esse é o fatídico e cruel dia. Esse foi o dia que a primeira (de apenas duas) bombas atômicas a ser usada, caiu. Esse foi o dia em que Hiroshima virou, literalmente, pó. Esse foi o dia que os relógios pararam; literalmente. Esse foi o dia que milhões de vida se perderam. Esse foi o fim da WWII.

Ir a Hiroshima é indiscritível e com certeza um dos pontos altos da nossa viagem.

Geralmente Hiroshima é viagem de 1 dia a partir de Osaka ou Kyoto. 2:30 hrs num trem bala pinga pinga. Super possível, apesar de cansativo. Ao chegar na estação principal pega-se um ônibus até o prédio da bomba. Ao descer naquele local… com aquele prédio em ruínas, sua escada entortada, estrutura de ferro da cúpula fugindo do hipocentro, sente-se o ar e o drama da história dessa cidade, hoje arborizada e considerada um símbolo de paz.

Ao descer na frente do prédio Genbaku a sensação que se tem é indiscritível, me arrepiei inteira, me emocionei e queria ver cada detalhe daquele que um dia foi o prédio mais bonito de Hiroshima. A preservação de seus destroços causam divergências, muitas pessoas queriam esquecer do acontecimento, mas felizmente muitas queriam que suas ruínas fossem uma lembrança constante das consequências da bomba.

Esse prédio era o antigo Salão da Promoção Industrial e foi muito importante na sua época, ficava a apenas 150m do hipocentro e foi a estrutura mais próxima a resistir ao impacto.

Perceba na foto que em volta do prédio não restou mais nada!!! Tudo literalmente virou pó. Fora este prédio apenas mais uns 2 ou 3 prédios mais distantes conseguiram se manter erguidos.

É impossível não se emocionar, não se arrepiar…. E difícil mesmo é conter as lágrimas.

Guias (free of payment) estão ao redor para explicar todo o trágico incidente que pôs fim a 2 Guerra Mundial.

 

 

 

Foto tirada da ponte que seria o alvo da bomba

A Bomba Atômica estava sendo mantida segredo pelo Projeto Manhattan e os EUA tinham a intenção de usá-la na Alemanha. Depois do ataque de Pearl Harbor mudou o foco para o Japão; depois de cogitarem várias cidades para os ataques, restringiram-se a Hiroshima e Nagasaki.

Hiroshima foi escolhida pois era desenvolvidada industrialmente, com poucos prisioneiros americanos, alguma importância na guerra e principalmente tinha sido poupada pelos ataques da guerra, mas o que selou seu destino mesmo foi o tempo bom. Além dos EUA quererem justificar os altos gastos com a bomba e com o intuito de querer ver e analisar os efeitos dessa arma tão poderosa (por isso a escolha por uma cidade que tivesse tempo bom).

  O alvo seria a ponte “T” que unia as “ilhas”, já que Hiroshima fica  em um delta; porém foi lançada a umas 3 quadras do local da foto a  600m do chão.

  Hoje Hiroshima é uma cidade em busca da paz. Transformou o local  mais próximo do ataque a bombas em um lindo parque cheio de  memoriais da Guerra. Entre eles:

 

  – Sino da Paz: que pode ser tocado por qualquer pessoa

 – Fogo da Paz – que só se apagará no dia em que não houver mais armas nucleares

 – Centograph: Local onde todos os anos no dia 06/08 há um memorial as vítimas e onde é colocado o nome de todos os mortos, todos os anos são descobertos novos nomes.

Centograph, Fogo da Paz e o Predio símbolo de Hiroshima

– Memorial das Crianças : foi construido em homenagem a Sadako Sasaki, uma criança de apenas 12 anos que contraiu leucemia a partir das consequências da radiação da bomba. Muito emocionante

Memorial das Crianças

– Árvores Fênix: Bem perto do Centograph existe umas arvores que foram transportadas para aquele local. Essas árvores estavam em um raio de aproximadamente 2 km de distância do hipocentro e foram totalmente queimadas, inclusive dá para perceber bem pelo ser tronco todo retorcido. Depois do ataque achou-se que não haveria vida ali até 75 anos, entretanto essas árvores continuaram a crescer novamente. Emocionante!!!!

Árvores Fênix atingidas pela bomba

Bom esses são alguns dos memoriais que existem, mas são vários os que existem ali.

Ao terminar o parque chega-se ao museu… Como adoramos ir em lugares históricos, pegamos o audio guide para aproveitar bastante, e para nosso espanto tinha em português, foi muito bom por que aproveitamos muitooooo mais.

Mas é triste demais, pois você houve os relatos dos parentes que procuravam seus filhos que tinham ido para escola que de uma hora para outra simplesmente deixaram de existir, os objetos dessas pessoas que foram as únicas coisas que os pais encontraram. 

Encontra relógios de pulso que pararam no horário da bomba e que não conseguiam tirar do pulso, pois o mesmo tinham colado na pele, vestimentas sujas de sangue, a bicicleta que ficou enferrujada sob a qual uma criança morreu pedalando, fotos das vitimas de queimaduras horríveis pelo corpo e que para espanto estavam cerca de 2km da bomba, telhados onde os sobreviventes iam escrevendo quando passavam para mostrar que estavam vivos ou para escrever que estava morrendo, janelas de ferro que simplesmente entortaram como folhas de papel, e até um degrau de um banco com a sombra de um homem que estava sentado esperando o banco abrir e que morreu ali mesmo……

E ali sim você começa a entender o significado das consequências… Pessoas que estavam a 2 – 3 km morreram simplesmente depois de 6 dias, sabe o que é isso?? 1 semana!!! De tão graves que eram as queimaduras. Fora as que morreram por envenenamento pois após o impacto da bomba e da nuvem famosa, teve a chuva negra, que nada mais eram do que fuligem, mas o que as pessoas não sabiam é que eram cheia de radiação e mataram várias outras pessoas além de matar todos os peixes!!!

Não canso de falar que foi indiscritível!!!!!

Os relógios pararam exatamente as 8:15

Objetos pessoais das vítimas, principalmente das crianças

Há várias vantagens de viajar de trem bala:

– Todos os tickets (a não ser dos trens Nozomi) estão cobertos pelo JR Pass portanto você viaja para onde quiser e não paga um centavo a mais;

– Os trens são todos super pontuais e não exigem check-in, então você não precisa chegar 1 hora antes como no caso de viagens de avião;

– Existem shinkansen a cada 10 – 20 minutos para os principais destinos portanto você não precisa fazer reserva ou comprar muito antes… em todos os casos chegávamos na estação e comprávamos o ticket para o próximo…o máximo que esperamos foi 30 minutos, isso por que não queríamos viajar em um vagão fumante e ainda se perder o trem sempre tem o próximo a poucos minutos;

– As poltronas inclinam bem mais do que avião e os espaços para as pernas são bem maiores, portanto você se acomoda bemmmmm melhor.

O problema fica na questão das malas:

Na parte de cima existe uma espécie de maleiros (tipo aquelas em ônibus) onde é possivel acomodar até uma mala pequena sem problema algum, além de todos os seus pertences de mão. 

Na parte de trás da última poltrona existe um espaço onde se pode guardar a mala e até dependendo o tamanho da mala tem espaco para ficar na frente das suas pernas sem problemas.

O maior problema não é mala no trem bala… o maior problema é chegar com a mala até a estação que o shinkansen vai sair… Se o seu hotel for bem próximo da estação, ótimo… caso contrário a multidão é tanta nessas estações, além das escadas, degraus, afffff me canso só de pensar…. Fora o peso da mala ne?!!? (se você for que nem eu que leva o armário inteiro)

Eu bem que tentei nessa viagem fazer uma mala mais compacta e leve (JURO)… Não deu muito certo… Se bem que para o meu padrão até que as malas ficaram levíssimas… mas como seriam cerca de 15 dias no Japão mais 5 dias na china entre amostras para fornecedores e presentes a mala ainda ficou pesada (devo admitir)… então decidimos que acharíamos outra forma de resolver o problema das malas….

E foi a melhor coisa que fizemos…. é claro que se paga um preço, muitas vezes não muito barato… mas foi o jeito que arrumamos e se voltássemos lá com certeza faríamos o mesmo.

O nome do jeitinho milagroso chama-se TAKYUBIN que nada mais é do que o correio japonês… 

Na maioria dos hoteis eles mesmo te ajudam… você pede para enviar a mala para o seu próximo destino pelo TAKYUBIN, entrega o endereço do hotel que deseja que eles entreguem, deixa a mala, recebe o comprovante e 1 dia depois aguarde que sua mala estará no seu quarto de hotel.

Sim… é simples assim mesmo!!!

No comeco ficamos meio receosos e tal… principalmente pelo fato de demorar 1 dia… mas nada poderia dar mais certo.. Fizemos uma malinha de mão com as coisas básicas que precisaríamos para esse dia que ficaríamos sem mala (não esqueça das coisas de valor também) e lá partimos; as malas chegam antes mesmo de você fazer o check-in e a maioria dos hotéis ainda deixam elas direto no seu quarto.

RÁPIDO, PRÁTICO E SEGURO.

Acho que uma das principais preparações que se pode fazer antes de viajar para o Japão é sem dúvida nenhuma adquirir o JR Rail Pass. Ele é um anjo salvador dos turistas não só na cidade mais cara do mundo (Tokyo) como em toda as cidades do Japão.

Esse passe garante transporte entre todas as cidades do Japão utilizando os shinkansens (trens bala), permite que você se desloque dentro das cidades quando for usar as linhas da JR e ainda inclui o ferryboat entre Hiroshima e a ilha de Miyajima. Com isso o turista economiza e muito; mas atenção: esse passe só está disponível para aqueles que vão ao Japão com visto de turista. E não é válido para os trens bala Nozomi (que são os mais rápidos).

O transporte público é excelente. Existe trem para todo o lado das cidades, porém o grande defeito é que nada é integrado, portanto toda a hora que você desce em uma estação para trocar de trem você deve pagar novamente a tarifa cujo preço vai depender da distância que você vai percorrer. Na frente das máquinas de compra de ticket (sim lá é tudo na base da máquina) vai ter um enorme quadro com todas as linhas saindo e chegando a estação que você está. Em cada estação você encontra o preço que deverá pagar.

Muitas vezes esses quadros estão apenas em japonês, quando você ficar na duvida de qual o valor deverá pagar sempre pague a tarifa minima. Quando chegar na estação de destino passe em uma das máquinas que ficam perto da saída chamadas de Fare Adjustment e ele te dirá se deve pagar algo a mais ou não.

Porém se você tem o passe você pode andar quantas vezes quiser em quantas estações desejar que, SE FOR LINHA JR, não pagará nada. Basta apresentar o passe para os guardinhas na entrada e na saída das estações. Eles ficam bem ao lado das catracas.


Grifei bem o fato de ser JR Line por que em todas as cidades há as linhas de metro e as linhas privadas, dentre estas a da JR Line. Portanto esse passe não serve para as linhas de metro. Não que isso vá fazer diferença já que há linhas JR para todos os principais lugares.

Quando for comprar o passe veja exatamente qual a duração da sua estada não só em Tokyo mas no Japão como um todo. Existem passes para 7, 14 e 21 dias. E eles começam a valer a partir da data que você for em uma das agencias da JR (eu troquei na estação de Shinagawa) e pedir para validar o passe, nesta hora você vai poder decidir a partir de que data você quer que ele valha. Antes disso ele não é válido, sendo apenas um voucher!!!!!  Portanto veja direitinho as datas.

Para usar os shinkansen é um pouquinho diferente. Você deve ir a um dos pontos de venda do trem bala (como se fosse comprar normalmente) e que existem em todas as grandes estações de trem. Quando for comprar escolha o destino, o horário (para as grandes cidades existem trens balas a cada 10 – 20 minutos) e mostre que você tem o passe…. nenhuma taxa ou valor será cobrado. Se te cobrarem, algo está errado.

Geralmente os atendentes são sempre bem gentis e falam inglês o suficiente para te atender e tirar todas as suas dúvidas. Além disso, você também pode pedir os horários dos trens que você precisa pegar para chegar na estação em que precisa pegar o trem bala; para dessa forma não perder o trem (que sai pontualmente!!!!). 


Enfim… JR Rail Pass é a salvação para todo o turista não ir a falência para se locomover no Japão. Não esqueça de cuidar dele com todo o carinho, de levar para onde quer que você vá e deixá-lo sempre a mão, já que vai precisar mostrá-lo tanto na entrada quanto na saída de cada linha de metro e se for perdido você nao conseguira uma segunda via.

Jr Lines

 

Tokyo Monorail

P.S.: Clique nos mapas do metro para ver em maior tamanho.

– Multidoes para todos os lados

– Ar condicionado na maioria dos hoteis nao funciona

– A pontualidade britanica deveria se chamar pontualidade japonesa

– Trem bala foi a melhor invencao de todas

– Os elogios ao transporte publico de Curitiba nao valem nada para quem conhece o do Japao

– As ruas sao limpissimas mesmo nao existindo lixeiras

– Ninguem fuma na rua so nos fumodromos

– Calcada tambem e lugar de bicicleta

– Se não se cuidar as bicicletas atropelam mesmo

– Takyubin é a salvação dos turistas

– JR Pass é impressindivel para qualquer turista

– Os japoneses são organizados, pontuais, educados e gentis.


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