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Dia dos namorados, aqui em casa, o marido faz questão de organizar tudo. Sempre é uma surpresa o lugar do jantar, ou o passeio, ou a viagem… enfim, fico sabendo apenas quando chego no lugar. E esse ano adorei ainda mais a surpresa por ser algo que queria fazer a muito tempo: fizemos um passeio noturno com o único trem de luxo do Brasil seguido de um jantar caseiro e delicioso em uma casa centenária em Piraquara (região metropolitana de Curitiba). 

Sim, o Brasil tem um (único!) trem turístico de luxo e fica aqui mesmo em Curitiba. São apenas 2 vagões com decorações diferentes inspirados em Foz e Copacabana, todos com móveis vintages garimpados em brechós e iluminação baixa propício para o romance. Tudo muito charmoso.

Vagão Foz

O trem opera diversas rotas: a famosa até Morretes (também tem a opção mais simples do trem que já fizemos aqui) operando todo sabádo, domingo e feriados de manhã, uma que vai de Curitiba a Foz e funciona duas vezes por mês (cheque o itinerário e datas aqui) com pernoites em hotéis e o passeio noturno, que fizemos, uma vez por mês.

O passeio inicia-se as 20:00 hrs em ponto na Rodoferroviária de Curitiba (aquela que fica atrás da Rodoviária), mas chegue antes, você vai precisar trocar o seu voucher (que pode ser adquirido por email ou por telefone) pela passagem e aproveite para apreciar um coquetel regado a champagne e música ao vivo para brindar o passeio. 

Na estação em Piraquara

A logística dos vagões são exatamente a mesma, 1 gabine para 4 pessoas e cerca de 9 para 2 pessoas sendo que 4 delas são com sofá de veludo e as outras apenas com poltronas, na hora de reservar o passeio tente solicitar por lugar com sofá, é muito mais gostoso e confortável. No nosso caso tivemos sorte, mesmo sem solicitar ficamos em um sofá, mas acho que é melhor não arriscar. Em cada vagão tem um bar onde é servido (e incluso no ticket) chá, café e água.

O passeio dura 45 minutos até chegar na estação de Piraquara, onde, do outro lado da rua, está o restaurante Obra Prima.

O restaurante fica em uma casa cheia de história, construída em 1923 pelo português e grande comerciante e industrial da época, Antônio Meirelles Sobrinho, construiu essa casa para servir de moradia (andar superior) e comércio no térreo. Antônio foi um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento da região de Piraquara (antigamente chamada de Vila Deodoro) e por isso essa casa tem grande importância histórica.

Antiguidades espalhadas pelo restaurante

Música ao vivo, cardápio gostoso e variado com muita opção de salada, carne, peixe, frango e até  barreado, famoso prato típico da região, e uma pequena mas muito boa seleção de vinhos.

Área do Buffet

A decoração conta com muitos móveis e objetos antigos que remetem a um ar de nostalgia da época de ouro dos trens no Brasil e te faz viajar no tempo.

Mais Antiguidades…

Depois de duas horas, para apreciar bem o jantar, é hora de voltar ao trem. Nessa hora eles invertem o vagão do passeio (apesar da poltrona permanecer a mesma) para você conhecer ambos ambientes, iniciativa que achei bem legal.

Vagão Copacabana, o meu preferido, na minha opinião o mais estiloso e charmoso

O passeio é realmente muito legal e romântico, ideal para casais e comemorações como dia dos namorados; mas confesso que fiquei com mais vontade ainda de fazer o passeio de dia até Morretes para apreciar a vista com mais exclusividade (já que são poucas pessoas) e conforto.

No caminho de volta fomos apreciando o vinho que sobrou do jantar

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Há duas formas de ir de Curitiba até Morretes. Uma é de carro pela Serra da Graciosa, a antiga estrada dos tropeiros (contei sobre esse passeio aqui) e outra é de trem pela Serra do Mar, desfrutando de paisagens lindasss. E foi esse passeio que fizemos no final de semana do feriado.

O passeio de trem é realizado pela Serra Verde Express, ela detem junto com a ALL o funcionamento da linha férrea do Paraná, a serra verde a parte turística e a ALL o transporte de cargas. Os ingressos podem ser comprados direto na ferroviária de Curitiba (do ladinho da rodoviária que fica bem perto do Jardim Botânico ou então do Mercado Municipal, se quiser aproveitar um dia de passeio para comprar) e recomendo comprar antecipado, principalmente no verão.

Nos dias de semana e nos sábados o trem vai apenas até Morretes, entretanto nos domingos é possível visitar também Paranaguá, a cidade portuária do Paraná. Além disso é possível escolher também a classe que se quer viajar,existe a classe econômica, turística (que se diferencia por servir um lanchinho com bebidas), executiva (diferença que o kit vem com cerveja) que saem as 08:30 da manhã da ferroviária.

Ainda tem a opção do passeio ser feito com uma litorina (um dos 20 trem de luxo do MUNDO), é bem mais caro mas deve ser um passeio interessante; a litorina sai mais tarde as 09:30 e tem uma paradinha no meio do caminho para tirar fotos.Achei o máximo!!

Mas dessa vez escolhemos a classe turística mesmo e achei barato pagamos R$ 66,00 por um trecho. O passeio é todo explicado por uma guia que vai contando toda a história da ferrovia que começou a ser construída em 1880  e foi inaugurada em 1885.

Foi construída por imigrantes e foi muito polêmica a sua construção isso devido a dificuldade da engenharia apresentada. A primeira viagem durou cerca de 9 horas (detalhe que a nossa durou cerca de 2hrs 30 min) e até hoje a estrada de ferro permanece a mesma sendo que apenas os dormentes são trocados periodicamente. 

Durante toda a viagem é possível ver as antigas estações , onde o trem parava (hoje, exceto a litorina, não é feito nenhuma parada) e os casarões, bares e lanchonetes ainda estão lá. Pena que todos em precárias condições e com mato cobrindo toda a sua fachada (exceto a de Piraquara – FOTO). Porém, segundo a guia, há diversos projetos em andamente com o intuito de restaurá-las e fazer novamente as paradas.

Estação de Piraquara

Além dos casarões é possível ver a represa do ipiranga, a cascata Véu de Noiva (linda!!), a ponte São João, túnel do diabo, Parque do Marumbi (e o pico do Marumbi, o ponto mais alto do Paraná), além de passar por 13 túneis.

Cascata Veu de Noiva

Ponte São João

Parque Marumbi

Ahhhh qual o melhor lado para sentar no trem??? Os dois!!! Sim… infelizmente é preciso virar bem amigo do vizinho ao lado pois vocês vão precisar se ajudar se quiserem tirar fotos. A veio da noiva, santuário do cadeado, ponte São João e muitas das estações ficam do lado esquerdo, a represa e algumas das melhores vistas dos túneis são do lado direito e o parque do Marumbi tem vistas para os dois lados.

Ao chegar na estação de Morretes, é praticamente hora do almoço e nada mais propício do que comer o bom e velho BARREADO. Sim.. afinal passeio em morretes sem barreado não é passeio em Morretes.

Barreado – comida típica

Aqui eu citei 3 restaurantes e eu estava loucaaaa para provar a comida do Villa Morretes e dessa vez conseguimos chegar a tempo de pegar uma mesa. O restaurante fica a beira do Rio Nhundiaquara e tem várias meses bem na beiradinha… o ambiente é excelente, lindo e aconchegante. O dono te atende ao entrar e o conduz até a sua mesa, chegando nela um simpático garçom traz o seu barreado.


Algo bem legal que achei é que na entrada tem um fogão onde fica uma conzinheira terminando de preparar o seu barreado (nesse restaurante o barreado já vem misturado com a farinha)… Muito legal!!! E super recomendado!!!

Depois dá tempo apenas de dar uma voltinha pela praçinha da cidade, comprar as balas de banana tão famosas da região e ver as lojinhas de artesanato e voltar para a cidade.


Para a volta a Curitiba tem algumas opções em vista: 

1) voltar com o trem da tarde, se não me engano sae da estação as 16:30

2) voltar com vans, não se preocupe existem várias bem na saida da estação ferroviária e é possível comprar ali mesmo 

3) se tiver alguém com você que se habilite a não realizar o passeio de trem e descer de carro a Serra da Graciosa, pode te pegar lá em Morretes.

4) Existe apenas 1 companhia de ônibus que faz o trecho de volta (Viação Graciosa). Existem diversos horários basta escolher se quer ficar mais ou menos tempo. A compra deve ser feita diretamente na estação rodoviária (saindo da estação ferroviária vire a direita e ande 2 quadras) e custa cerca de R$ 13,00. Os ônibus são super confortáveis com ar condicionado e tudo. Existe duas rotas que os ônibus fazem ou via BR ou então subindo a Serra da Graciosa, basta ver os horários disponíveis. Nós compramos o ticket no momento que chegamos em Morretes mas acredito que na alta temporada seja melhor comprar junto com o ticket do trem.

Enfim foi um dia bem cansativo, mas muitoooo legal!!! Quem vem para Curitiba vale a pena separar 1 dia para esse passeio.

 

Portal de entrada

Uma viagem rápida a partir de Curitiba é percorrer a Serra da Graciosa. Esse trajeto você pode fazer de duas maneiras: pelo trem que liga Curitiba – Morretes ou Curitiba – Paranaguá ou então de carro pela Estrada da Graciosa.

De carro são mais ou menos 30km de serra… entrando na Mata Atlântica no seu trecho mais bem preservado inclusive sendo considerado pela UNESCO, Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Atravessando trechos de Mata, com bicas de água potável e vários rios e riachos que nascem na Serra do Mar, visuais deslumbrantes (a dica é parar já no primeiro mirante logo na entrada da estrada), e grande infraestrutura com churrasqueiras onde nos finais de semana basta chegar (CEDO) e se instalar em uma das várias que lá existem; barracas que vendem produtos regionais como a famosa Bala de Banana e Pimentas; e chacáras que fazem o boiacross (esporte onde você senta em uma boia e vai descendo o rio principal da região – Rio Nhundiaquara – com sua correnteza) .

Essa estrada foi uma ligação pioneira e muito importante para o estado, pois ligava as cidades do Paraná as cidades litorâneas e o Porto de Paranaguá, permitindo a saída da produção agricola. Durante muito tempo foi a única estrada pavimentada no estado.

Despois de descê-la e contemplar visuais maravilhosos vale a pena esticar até a cidade de Morretes e comer o famoso Barreado. Prato típico do estado e muito gostoso. Compõe de Carne desfiada e cozida em panela de barro por não sei quantas milhares de horas e servida com arroz e farinha de mandioca.

3 restaurantes me chamaram atenção (pena que pude experimentar nenhum dos três pois cheguei muito tarde – fecham as 14:30):

Restaurante Ponte Velha

– Restaurante Madalozo – o restaurante mais conhecido e indicado por lá

Restaurante Villa Morretes – o ambiente é super descolado, na beira do rio e com um jardim super convidativo a um descanso depois do passeio e de comer um barreado. Com mesinhas no jardim e a beira do rio, inclusive com redes para descanso.

Ponte de Ferro no final da estrada

 

UPDATE:  Fomos novamente para Morretes e não é que descobrimos mais um restaurante bacana?

Esse vale muito a pena, tem um caldinho de barreado de-li-ci-o-so!!!!! Só por causa do caldinho já vale o almoço todo. O restaurante é o Armazem Romanus. O legal dele é que, pelo fato de ele não estar na beira do rio não é tãoooo cheio e na parte externa tem um jardim delicioso para sentar e apreciar o delicioso caldinho + barreado.

O delicioso caldinho do Armazem

Além disso finalmente paramos no primeiro mirante que comentei acima. Sempre passava reto achando que teriam outros mirantes, porém não existem… O que existe são outras paradas, onde é possível usar o banheiro, comprar uma água ou água de coco e comer balinhas de banana. Porém nenhum outro tem a vista deslumbrante que o primeiro mirante, após o portal, tem. E queria muito dividir com vocês essa vista de tirar o fôlego.

Dá para ver o litoral ao fundo e a Mata Atlântica.

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