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Tem cidade que é linda de todos os ângulos. E o Rio de Janeiro é uma delas, indiscutivelmente. 

O pousar ou decolar do aeroporto Santos Dumont é um espetáculo a parte. Vale a pena reservar um lugar na janelinha do avião.

Enquanto a aeronave está taxiando o Cristo se revela para fazer você se arrepender de estar indo embora da cidade.

E depois mais e mais imagens vem na sua frente, como a Baía de Guanabara, Pão de Açucar, Lagoa Rodrigo de Freitas e as famosas praias de Copacabana e Ipanema. Simplesmente lindíssimo.

Durante o pouso, a Ponte Rio – Niterói vem te dar as boas vindas, já que é coladinha no aeroporto. Um espetáculo.

O morro do corcovado com o Cristo, a Baía de Guanabara e ao fundo a Lagoa Rodrigo de Freitas

Baía de Guanabara, Pão de Açúcar a esquerda

Pão de açúcar, Praia Vermelha, Baía de Guanabara

Praias de Copacabana e Ipanema

A Praia do Rosa é um lugar incrível… sou suspeita por que adoro!! Não só a praia é incrível e o Caminho do Rei te dá uma vista de babar mas é por lá que ficam as melhores opções de restaurantes da região.

Lá é possível encontrar diversas opções como comida asiática (que já comentei por aqui) , comida italiana, comida mediterrânea e é lógico muitos frutos do mar. Dessa última especialidade, um dos que mais gostamos foi o Refúgio do Pescador

A decoração é um charme, luzes baixas e de velas, flores em todas as mesas… enfim muito romântico; sem esquecer do barco (sim… um barco!!) de pescador pendurado no teto. A comida é deliciosa, pedimos camarão a moda do pescador e um salmão ao molho de laranjas e todos os pratos estavam simplesmente maravilhosos. O sorvete de amêndoas de sobremesa, então… sem comentários.

Apesar da comida ter demorado um pouco para ser servida, o serviço foi excelente e bem personalizado. 

Vale a pena dar uma conferida.

Tenho que confessar que adorei minha viagem para Brasília, conhecemos pessoalmente a Anna e o Fred do Nós no mundo, reencontramos uma amiga que a muito tempo não víamos e já fizemos planos de viagens juntos, curtimos um pouquinho do calor e do Lago Paranoá e ainda fizemos bons negócios por lá.

Corremos o mundo conhecendo as capitais de vários países, mas nunca tínhamos tido a oportunidade de conhecer a capital do nosso próprio país, apesar da curiosidade e vontade nunca ser um problema.

Tá certo que ficamos pouquíssimo tempo e com certeza não curtimos tudo que a cidade e os arredores têm para nos oferecer mas com certeza conseguimos curtir o básico da cidade.

Um dos passeios mais legais que fizemos foi dar um giro pela cidade a noite. Sinceramente, acho que a cidade fica muito mais bonita com todos os seus prédios públicos iluminados.

Começamos o passeio pelo Palácio da Alvorada as 18:00. Chegamos lá a tempo de assistir a cerimônia de arriamento da bandeira, que acontece todos os dias no mesmo horário tanto no Palácio da Alvorada (residência da presidenta) quanto no Palácio do Jaburu (residência do vice-presidente). As 10:00 acontece também o hasteamento da bandeira.

Achei bem interessante todo o ritual feito pela Guarda Nacional e também a troca da Guarda que acontece a cada 2 horas. O que achei mais legal é que tinham vários funcionários do palácio explicando toda a cerimônia e o significado de cada parte.

Assistimos toda a cerimónia e saímos de lá já escuro e a partir dali foi apenas um tour mesmo pela cidade.

Palácio da Alvorada

Catedral Nossa Senhora Aparecida

Congresso Nacional

Palácio do Planalto

Ponte JK

Esses são os principais prédios iluminados e os mais bonitos na minha opinião. Muito bonito! Achei a cidade linda a noite!

Portão de entrada para Campos do Jordão

Como disse no post passado, ficamos numa cidadezinha a 20km de Campos do Jordão chamada Santo Antônio dos Pinhais; porém esse trajeto acabou sendo um passeio com lindas paisagens. Não deixe de parar na Vista Chinesa.

   Vista Chinesa

Em Campos do Jordão, a nossa primeira parada foi o centrinho ou a famosa e agitada Vila Capivari. Como fomos em altíssima resolvemos ir logo cedo para tentar fugir das multidões. Deu certo, caminhamos tranqüilamente aproveitando a arquitetura colonial e cada cantinho charmoso da cidade.

No final do passeio a fome bateu e nesse horário a cidade já estava cheia, resolvemos parar para almoçar e tomar um chopp na local cervejaria Baden Baden. Apesar da fila que pegamos, conseguimos uma mesa do lado de fora e foi ótimo para um “people watching” e as atrações que vão passando pelo caminho.

Saindo da muvuca, que tal uma vista panorâmica da cidade? Nada melhor que ir ao Morro do Elefante, um mirante natural que fica a 1.800 metros acima do nível do mar, chegar lá é fácil: ou por um passeio de teleférico ou então de carro.

 De lá fomos correndo conhecer um dos pontos mais famosos da cidade: A Pedra do Baú.

Apesar de ficar na cidade São Bento do Sapucaí, a Pedra do Baú é conhecida como um dos principais pontos turísticos de Campos. Seguimos por uma estrada que não acaba mais, porém apesar de um trajeto demorado a vista vale a pena. Por lá é possível fazer uma trilha tanto para a Pedra do Bauzinho (cerca de 1 hr) quanto para a Pedra do Baú (mais longa, cerca de 3hrs).

Depois do longo caminho de volta, já era hora do por do sol. Como sou fascinada (tenho que confessar!) tive que achar um lugar legal para assistir. E nada melhor que o Museu Felícia Lerner. Um museu a céu aberto em um jardim lindo; as esculturas brancas ficam lindas iluminadas pela luz laranja do por do sol. E  ainda tem a vista maravilhosa da própria Pedra do Baú.

As esculturas do Museu

A vista para a Pedra do Baú (ao lado direito)

Para o jantar não deixe de provar o Fondue delcioso da cidade; fomos ao tradicional Ludwig. Atendidos pelo atencioso dono do restaurante, que fica andando de mesa em mesa se certificando que tudo está em ordem,  aprovamos tudo, principalmente o fondue de queijo e de chocolate. Delicioso! Não é fã de fondue? Não tem problema, além de servir porções individuais do fondue, o restaurante também serve diversos outros pratos.

Outro prato que não pode ficar de fora é a truta. A região toda se gaba de ser um grande produtor do peixe no país, portanto opções não faltarão. Nós provamos em Santo Antônio do Pinhal no restaurante do Shopping Villarejo do Pinhal, uma delíciosa receita de truta com molho de manga de deixar qualquer um com água na boca. 

E é claro, não esqueça de aproveitar os famosos chocolates da cidade e suas variáveis como fondue express (todas as lojas de chocolate tem), chocolate quente, cafés e etc.

Truta com molho de manga

Nesse inverno o destino da vez foi Campos do Jordão. Mas se hospedar em plena altíssima temporada e bem no início do Festival de Inverno da cidade é uma tarefa praticamente impossível. Apesar de por lá existir muitas pousadas super aconchegantes, a lotação era quase sempre 100% e o preço altíssimo.

Então procuramos outra opção e nos deparamos com Santo Antônio do Pinhal, uma cidade pequenina e bem bonitinha que fica a uns 20kms do centro de Campos do Jordão. As pousadas por lá ainda são consideradas caras mas com certeza mais em conta que no centro de Campos.

Distância de Campos do Jordão

Fonte: Pousada do Cedro

A escolhida foi a Pousada do Cedro. Estávamos muito na expectativa e ao chegarmos lá ainda assim ficamos surpresos.

Chegando no hotel

O hotel fica na estrada do Pico Agudo, longe do centrinho da cidade, mas quem quiser não precisa nem sair de lá de tão aconchegante que é. Todo rodeado pelo verde da Serra da Mantiqueira, o hotel conta também com piscina, hidromassagem na área externa área de leitura, área de computadores, um restaurante com chef italiano que é simplesmente divino. Vale a pena ficar um dia para jantar por lá.

Vista para a Serra da Mantiqueira

O divino fetutine com tinta de polvo… hummmm

Os quartos são amplos e em lofts individuais o que resguarda a sua privacidade e contém TV de LCD, DVD, nespresso, lareira, em alguns quartos até ofurô e uma sacada com uma vista linda para a serra. A vontade que dá é de realmente não sair do hotel.

Detalhes do quarto, a vista da Serra da Mantiqueira da nossa varanda e o ofurô

O check in é feito de forma personalizada, o atendimento é excelente e o lugar bem privado, na minha visão o único ponto negativo é realmente a localização, mas que não interferiu em nada a nossa viagem, voltaria para lá num piscar de olhos.

Além de todos os passeios que já comentei aquiaqui e aqui no blog, ainda tem alguns lugares que gostaria de citar e que achei que fizeram toda a diferença na viagem.

Por exemplo o INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), na minha opinião, é um dos lugares imperdíveis na cidade. O parque é uma espécie de zoológico da Amazônia.  

Lá é possível conhecer de perto uma série de animais que vivem naquela região, como as ariranhas, peixe boi, macaquinhos e araras soltas pelo parque, jacarés e até as tartarugas gigantes da Amazônia (lindas!).

O legal é que por lá ficam uma série de guias que nos contam curiosidades sobre os bichos. Não deixe também de passar por um museu (Casa da Ciência) que existe lá dentro e verificar a maior folha encontrada na floresta (realmente impressionante), réplicas de casas usadas pelos índios e diversas espécies de piranhas empalhadas.

A dica é fazer uma parada na banquinha próxima a Casa da Ciência e apreciar um sorvete de cupuaçu ou açaí. Não esqueça também de comprar a ração das tartarugas por ali; faz toda a diferença para conseguir visualizá-las legal!

As tartarugas gigantes da Amazônia 

A noite, se estiver em Manaus no primeiro semestre, não deixe de aproveitar os ensaios do Boi Bumbá que são realizados todo sábado a noite no sambódromo. O ingresso custa R$ 5,00 e cada sábado é um boi diferente, em um Caprichoso e outro Garantido.

Fomos no ensaio do boi vermelho: o Garantido. E vou dizer que é um espetáculo a parte. O pessoal que vai ver o ensaio são torcedores fiéis, sabem todas as letras e todas as coreografias. É lindo ver todo mundo dançando junto e igualzinho. Confesso que deu vontade de ir correndo para O Festival de Parintins. Vale muito a pena.

E para terminar não esqueça de, além de provar alguns dos quitutes amazônicos que já comentei nesse post, beber muito suco de frutas típicas como Cupuaçu e Açaí e também o Guaraná puro, direto da fruta. Além de comprar os bombons de Castanha e de Cupuaçu que são deliciosos e servem como uma ótima lembrança para os amigos.

Eu, viciada em Cupuaçu e o Filipe, em Guaraná

As lembrançinhas mais deliciosas!

Sem dúvida nenhuma o passeio que mais gostei de toda a viagem foi ver de pertinho o Encontro das Águas.

Mas a dúvida sempre foi como fazer esse passeio sem apelar para agências de turismo. Isso por que o passeio por agência sai as 8:00 e volta as 17:00 (ou seja dura um dia inteiro) e envolve: encontro das águas, passeio no igarapé, observação de vitória régia com parada para almoço em um restaurante flutuante. Além de cobrar caro, ainda teria que dividir espaço nas fotos com um monte de gente, ficar 5 segundos no lugar e depois partir para outro e assim ficar o dia inteiro; isso sem falar no fato de que perderia 1 dia inteiro para apenas um passeio.

Navegando pelo Rio Negro para chegar ao Encontro das Águas

Sem dúvida tínhamos que achar outra alternativa. Na cidade existem vários portos de onde sai barqueiros, ferries que atravessam o Rio Negro mas descobrimos que o Porto do Ceasa (perto da Bola do Suframa) é o mais próximo ao encontro das águas, então lá fomos nós.

Ao chegar você se depara com uma série de barqueiros oferecendo seus serviços, conversamos com alguns e assim escolhemos o Fred (recomendo!! Contato no final do post) e o nosso roteiro (você pode escolher qualquer passeio, até focagem de jacaré a noite eles fazem), acertamos o preço e o resto foi só curtir.

O barco era bem legalzinho, novo, com uma cobertura para proteger do sol forte. Escolhemos o roteiro completo (igual aquele feito pela agência de turismo), com as vantagens de sermos sós nós no barco e de ser feito todo em 1 hora e meia com toda a calma do mundo, aproveitando o tempo que queríamos em cada lugar, tirando quantas fotos queríamos. Super Recomendo! O barqueiro serviu até de guia turístico mesmo, contando as curiosidades da região e de quem mora por ali.

Nós no barquinho

Saímos do porto e fomos direto para o Encontro das Águas. O encontro dos Rios Negro (coloração escura) e Solimões (coloração mais clara) que fazem parte da Maior Bacia Hidrográfica do mundo e que formam o Rio Amazonas, o maior rio do mundo.

O interessante é que os dois rios não se misturam por 6km isso por que os dois possuem velocidade, densidade e temperatura diferente. Para perceber essa diferença ao chegar pertinho do encontro coloque a mão na água e siga assim até chegar no Rio Solimões.

Rio Solimões + Rio Negro

Depois do encontro, fomos ali pertinho ver as vitórias régias… achei incrível, sempre quiz vê-las de pertinho e achei lindo!!!

“Close” das Vitórias Régias

E então ao passeio no Igarapé, passeando por dentro da floresta chega-se a uma comunidade de ribeirinhos que vive por lá, muito interessante ver as casas flutuantes pelo Rio Negro e como aquela comunidade vive, com escolas, mercadinhos e etc.

Por lá tem ainda uma das casas que entramos e que o morador tem uma criação de pirarucus (para turista ver) e por lá é possível ver de perto o peixe que pode atingir 3 metros e até alimentá-los, apesar de pega turista achei muito divertido.

Achei o passeio inteiro muito divertido e incrível. Valeu muito a pena fazer tudo por conta, com um barco só para a gente e com tempo de fazer e pararmos aonde queríamos e por quanto tempo a gente queria. Vale a pena.

 

  


Além de ver o encontro das águas do rio, é muito legal ver de cima, do ar. Sim… é possível ver o encontro das águas do ar, basta sentar do lado esquerdo (se estiver voando para o sul) do avião. Você terá  vistas lindas do Encontro do Rio Negro e Solimões e a formação do Rio Amazonas.

Acima: Encontro Rio Negro (mais escuro) e Rio Solimões (mais claro)

Abaixo: Depois do encontro, o Rio Amazonas formado

o

Mais sobre a viagem de Manaus aqui:

Resumo da Viagem

Se hospedando em uma Jungle Lodge

Passeios em meio a Floresta Amazônica

O lindo Teatro Amazonas

Manaus já estava nas nossas listas de viagens a muito tempo. Meu sonho era mostrar ao meu marido o lindo Teatro Amazonas, para mim não tem teatro mais lindo no Brasil. Além disso já morei por lá a muito tempo e estava louca para ver os locais de uma parte da minha infância.

É lógico que ao voltar do hotel selva estávamos ansiosos para ir correndo para a Praça de São Sebastião e chegando, lá estava o lindo e imponente teatro da época do ciclo da borracha. Com sua coloração rosada e aquela cúpula com as cores da bandeira do Brasil. O interessante é que a cúpula foi colocada depois e é apenas algo decorativo para o principal prédio da cidade poder ser visto do porto quando as embarcações chegassem a cidade.

É imprescindível a visita guiada pelo teatro, realizado a cada 30 minutos, para conhecer todo o interior do prédio, além de toda a sua história e das pinturas expostas. Aliás a vista mais bonita da praça está justamente de cima do teatro, na varanda do salão de festas.

Vista da Praça São Sebastião do alto do Teatro Amazonas

Os detalhes da construção, as pinturas, a iluminação, os camarotes, os lustres são lindos e valem a pena ser notados. O teto do teatro é uma pintura da base da Torre Eiffel, as máscaras de teatro com nomes de escritores famosos em cada pilastra do auditório, pinturas que mudam de posição conforme você vai andando e etc. Enfim… imperdível.

Após o passeio no Teatro, a Igreja São Sebastião e a sua torre única (já que a segunda nunca foi nem sequer começada) fica do lado esquerdo do teatro. Infelizmente não consegui visitar o interior pois estava fechada mas dizem que o interior é lindo e cheio de afrescos.

Do lado direito várias casinhas coloridas lindas que a noite viram barzinhos deliciosos e ótimos para comer as comidas tradicionais de Manaus. Atrás, está o lindo prédio do Palácio da Justiça que também tem visitas guiadas mas em feriados permanece fechado.

Acima o Palácio da Justiça e abaixo as casinhas coloridas

OBS: Aliás, me senti um pouco incomodada com isso, mas em feriados muitas atrações não abrem ou fecham mais cedo. Inadmissível! Fica a dica para quem ir a Manaus é sempre pesquisar se as atrações abrem e os horários também.

Após o passeio pela praça, pegamos o carro e fomos dar uma volta pelo centro da cidade. Fiquei impressionada com a desorganização do centro da cidade. Vários moradores já tinham me alertado que o centro e a zona franca da cidade já estava degradada e com poucos atrativos (inclusive em preços) e constatamos que é realidade.

Mas nesse passeio vimos várias praças e prédios antigos lindos como o Relógio da cidade e o prédio do Mercado Municipal.

Relógio da Cidade e Mercado Municipal

Nessa hora a fome já bateu com certeza, provamos o Restaurante Choupana e recomendo! Provamos muitos pratos deliciosos como o Tacacá (“sopinha” com folha de jambo que amortece a boca e camarões além do molho de tucupi), Caldinho de Pirarucu (uma delícia!), e um peixinho Tucunaré (mas tem pirarucu, tambaqui e etc)… hummmmm… De sobremesa? Sorvete de Cupuaçu, é lógico!! Mas há várias opções tanto de restaurantes como de pratos típicos. Só aconselho a provar tantos quanto conseguir.

Caldinho de Pirarucu e Tacacá

 

 

 

 

Mais sobre a viagem de Manaus aqui:

• Resumo da Viagem

• Se hospedando em uma Jungle Lodge

• Passeios em meio a Floresta Amazônica

 Encontro das Águas

• Dica: Em um feriado, quando não se viaja, a melhor coisa é turistar na sua própria cidade.

• Cidade e Foto: Curitiba, Memorial Ucraniano do Parque Tingui.

• Descrição: Curitiba é conhecida por suas dezenas de parques, mas somente no Tingui você consegue conhecer um pedaçinho da Ucrânia. Na verdade por lá existe uma réplica da Igreja de São Miguel Arcanjo que foi construída pelos imigrantes ucranianos na cidade de Marechal Mallet. O Memorial foi inaugurado para comemorar o centenário desses imigrantes. O lugar é lindo e o memorial de deixar qualquer um de boca aberta. Na igreja acontece uma exposição sobre a Ucrânia, ao fundo tem escultura de uma pêssanka (aqueles ovos coloridos) e uma área verde enorme bem propício para um piqniq.

Escultura de uma Pêssanka (ovos coloridos que simbolizam todas as coisas boas)

Enquanto você estiver na sua estadia nos Hoteis Floresta vai ter muita opção de passeio. Se não quiser ficar um segundo parada você não fica.

Tem passeios para ver o sol nascer (que ouvi dizer ser furada), passeio durante a alvorada pela mata para aprender mais sobre a Floresta (achei legal mas quando fiquei sabendo da quantidade de mosquito que vinha de brinde desistimos), pescaria de piranhas, nadar com botos e etc.

Aqui vou listar os passeios que fiz e posso dizer que adorei todos (apesar de existir muitos outros).

• Nadando com os Botos:

Esse passeio é sempre opcional, independente de qual hotel for se hospedar e não é realizado todos os dias não, no intuito de não incomodar os ilustres habitantes da área; no Ariaú, era toda terça e quinta.

Na verdade não peguei um dia muito bom para o passeio, não. Estava chovendo e o Rio Negro estava super agitado, formando até ondas, mas como não podíamos deixar passar essa oportunidade, vestimos nosso colete salva vidas (obrigatório pelo guia do passeio) e lá caímos nós no Rio Negro.

Logo após o guia entrou na água com um balde cheio de peixes e começou a jogá-los no rio, depois de uns minutinhos lá estavam eles, passando por baixo das nossas pernas, correndo atrás dos peixes… muito fofos!!

Nossos amigos chegando

Eles chegam muito pertinho, você literalmente consegue nadar com eles; tocar na sua pele macia… só infelizmente o guia não nos deixou alimentá-los (não sei se por causa da agitação do rio ou por precaução mesmo).

Uma curiosidade: Os botos chamados de rosa, na verdade nascem cinza. Quanto mais novinho o boto mais cinza ele é, conforme ele vai ficando mais velho ai sim vira rosa. Portanto nem todos os botos que você vai ver no passeio (no nosso tinham 3 ou 4) serão literalmente rosa.

• Visita a uma comunidade ribeirinha:

É incrível como tem comunidades inteiras que vivem e sobrevivem naquele fim do mundo, longe de tudo e perto de nada. Achei muito interessante ver como eles vivem, do que se alimentam. Tudo o que eles precisam, eles plantam por lá mesmo; tem açaí, urucum (para fazer as pinturas no corpo), mandioca e etc.

Urucum e a índia lindinha

Eles mostram, também, todo o processo de fabricação da farinha de mandioca, tucupi e goma da tapioca. Depois de moer (1) a mandioca venenosa, a mesma é espremida (2) separando então a farinha de mandioca do líquido venenoso. Esse líquido é o famoso tucupi, lógico que só é comestível após de ser fervido várias vezes até ter certeza de que o veneno foi totalmente eliminado (3). No fundo do tucupi fica uma massa branca: a goma da tapioca (4). Que a ribeirinha fez um biju delicioso como lanchinho da tarde.

• Pescaria de piranhas:

Na volta para o hotel paramos em uma região que tem bastante incidência de piranhas. Paramos, o guia distribuiu varas e iscas para pesca e lá fomos nós tentar pegar piranhas. Achei dificílimo esse negócio de pescaria e entendi que não tenho vocação nenhuma para a coisa. Mas teve muita gente no barco que realmente conseguiu pegá-las. E achei o máximos ver as piranhas de pertinho, com seus dentes super afiados, ninguém teve a coragem de tirá-las do anzol. 

• Por do sol:

O mais legal de todos esses passeios são as paisagens que temos. Uma mais linda que a outra, realmente de tirar o fôlego. E nessa hora o sol já estava se pondo o que fazia que as mesmas virassem mágicas. Com o céu numa coloração sem igual e toda aquela selva refletindo nas águas do Rio Negro. Foi incrível.

Ao chegar no hotel o céu estava uma mistura de rosa, com amarelo, laranja; ficamos um tempão ali, boquiabertos, tirando fotografias e admirando a beleza do lugar que estávamos.

• Focagem de jacaré:

Após o jantar, teve mais um passeio, o mais emocionante do dia. Pegamos o barquinho e assim que entramos já fomos avisados das “regras”: silêncio até o momento do jacaré ser pego, não emita luz de nenhum tipo seja flashes, celulares nada, sem movimentos bruscos e nada de levantar do barco ou por a mão para o lado de fora (eu que não ia ser louca).

Assim fomos no meio da selva na escuridão completa e apenas uma lanterna absurdamente potente usada pelos guias para achar os bichos saimos em busca do nosso filhote de jacaré. Muitas vezes, quando passavam a luz, era possível ver os olhinhos vermelhos (ao meu ver amarelos) dos jacarés.

Depois do guia pegar o filhotinho de jacaré, daí a festa era completa e passam de mão em mão para tirar fotografias, o guia conta as diferenças entre macho e fêmea e todas as curiosidades da espécie e então liberta o bichinho.

Prestando atenção nas explicações

Enfim foram passeios inesquecíveis e que nos brindaram paisagens maravilhosas que ficarão para sempre guardadas na nossa memória.

Mais sobre a viagem de Manaus aqui:

• Resumo da Viagem

• Se hospedando em uma Jungle Lodge

• O lindo Teatro Amazonas

 Encontro das Águas

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