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Visitar o Parque Aconcágua era um dos passeios que eu mais esperava de toda a viagem.

Combinamos com o Ariel para nos buscar de manhã bem cedo e foi aí que veio a má notícia: Naquele dia a previsão para os Andes era de frio, muito frio (apesar de na cidade estar fazendo um dos dias mais quentes que pegamos por lá: 26˚C) e que, provavelmente, não poderíamos nem entrar no Parque do Aconcágua e que o mesmo, provavelmente, estaria coberto e não seria possível vê-lo, a notícia boa é que nevaria.

Entrando na Ruta 7

Então chegou a dúvida cruel: Ou esperaríamos o dia seguinte (cuja previsão era mais amena e a visibilidade do Aconcágua era maior) ou seguiríamos naquele dia mesmo e pegaríamos a última nevasca do ano em plena Cordilhera dos Andes.

Como eu nunca tinha visto neve na vida… não tivemos dúvida: Seguiríamos naquele dia mesmo e veríamos o que nos aguardava.
 Saímos as 8:30 de uma manhã linda e pegamos a Ruta 7 com destino a magnífica Cordilhera dos Andes. Não preciso nem dizer que a paisagem durante todo o passeio é demais né!?

A primeira parada foi logo na saída da cidade, no lindo lago artificial de Potrerillos. O lago é imenso com uma cor azul intenso quase inacreditável e, no verão, tem várias possibilidades de esportes aquáticos pelo Rio Mendoza. A vista é incrível e é possível ver os resquícios da antiga Ruta 7  e o antigo trilho do trem Transandino que passava, literalmente, por dentro da Cadeia Montanhosa dos Andes e seguia até o Chile. A viagem devia ser espetacular com vistas de tirar o fôlego. Estão até com um projeto de ativá-la novamente. Seria fantástico!

Lago Artificial de Potrerillos

Entrando na pré-cordilheira o visual vai ficando cada vez mais bonito, cada curva é um espetáculo de paisagem, com estrada cortando montanhas, alguns vulcões adormecidos, montanhas formadas por areias coloridas por causa dos minérios que eles contém, picos nevados e uma série de ruínas incas (uma pena que estão totalmente mal conservados e com pouquíssima sinalização), o vento também aumenta consideravelmente. Aliás um casaco é imprescindível nesse passeio, e se for no inverno vá preparado. No dia em que fizemos o passeio saímos de 26˚C em Mendoza para enfretarmos  0˚C no Parque Aconcágua.

Nova Ruta 7 a esquerda, Rio Mendoza no centro e a direita o trilho do antigo transandino

Incrível!

Devagar os picos nevados começam a aparecer

A segunda parada foi em Uspallata, um dos maiores vilarejos da região que ficou famoso por hospedar Brad Pitt nas gravações do filme Sete Anos no Tibet que ocorreu por ali. O vilarejo não tem nada de interessante ou bonito, mas é uma ótima parada para alugar equipamentos mais baratos de ski, ou então, almoçar ou fazer um lanchinho durante o passeio.

Dali fomos direto para a entrada do Parque Provincial do Aconcágua, ali o frio já estava intenso (cerca de 0˚C) e a neve começando a cair timidamente. Mas foi lindo ver aquelas montanhas todas com neve fresquinha.

Infelizmente a previsão estava certa e não conseguimos nem entrar no parque e nem avistar o Aconcágua propriamente dito, mas a paisagem não ficou menos interessante ou menos bonita por isso. Em uma palavra apenas conseguimos descrever o que vimos: LINDO!

Como fomos no inverno, apesar de ser final da estação, ainda estava nevando e não conseguimos seguir viajem, várias barreiras policiais alertavam que a fronteira com o Chile estava devidamente fechada por causa da neve. Portanto nem tentamos.

Na volta paramos em Puente del Inca, um vilarejo minúsculo incrustado nas montanhas e com uma ponte natural formada por minerais em cima do Rio Cuevas (um dos braços do Rio Mendoza). Aliás, ali existia um hotel chiquérrimo de inverno (eu bem que queria muito ter visitado nessa época por que deveria ser uma delícia) que tinha perto do rio e conectado por um túnel subterrâneo a um spa de águas sulfurosas e que foi desativado por causa de deslizamentos. Dali restou apenas a ruína do spa, a ponte natural e a igrejinha (uma graça!) do hotel.

A ponte natural e abaixo o Spa do hotel

Uma igrejinha perdida nos Andes

Em frente, o prédio do que foi a última estação da Transandina na Argentina, em volta uma série de albergues para os alpinistas do Aconcágua e várias barraquinhas vendendo produtos e artesanato da região.

Estação de trem

Artesanato local

O frio aumentava e a neve também, então decidimos que a nossa última parada seria na estação de ski Los Penitentes. A maior estação de ski por ali, apesar de existir pelo menos mais umas 2 ou 3 menores, onde o aluguel de ski é bem mais barato. Mas a estrutura de Los Penintentes não se compara: hotéis, restaurantes, instrutores para todos os lados…

Estação de Ski Los Penitentes

Pelo caminho, ainda é possível ver vários vilarejos pequenos, o cemitério de alpinistas, algumas ruínas incas, e instalações militares.

Cemitério dos alpinistas e atrás resquícios da antiga ferrovia

O dia foi incrível e terminamos com apenas uma certeza: Mendoza merece ser visitada em duas épocas diferentes do ano, uma no verão e definitivamente uma no inverno. A imagem de ver os Andes e todo o Parque Pronvicial branquinhos, forrados de neve e pegar a última (e, no meu caso, primeira) nevasca do ano no meio dos Andes foi inesquecível e especial. Porém a travessia até o Chile e conseguir entrar no Parque e avistar o Aconcágua devem ser incríveis também.

Nevando em Los Penitentes…

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A Região do Vale de Uco é simplesmente a mais bonita de toda Mendoza. Por ser a mais alta e mais perto da Cordilheira, tem vistas lindas e (dizem…) um dos vinhos mais gostosos (justamente por causa da alta altitude). 

Entretanto ela é a mais distante de Mendoza, cerca de 1 hr, a estrada passa pelo Vulcão Tupungato (pegamos ele coberto de neve, lindo!) e pela cidadezinha pitoresca de mesmo nome. 

No caminho…

A cidadezinha é cheia de praçinhas, bem arborizada e florida, cheia de casinhas lindinhas, sem falar nas ruas limpíssimas… uma graça!!!

A – Chegando na cidade de Tupungato; B – Cidadezinha de mesmo nome

C – A vista e os vinhedos do Vale de Uco; D – Vulcão Tupungato

Essa bodega é realmente pequena, nem os vinhedos ficam na mesma propriedade e a parte de engarrafamento dos vinhos também é terceirizada; mas essa foi uma das visitas que mais gostei. Por que? Simplesmente por ser pequena e bem familiar.

Assim que chegamos fomos apresentados a enóloga da bodega que nos explicou TODO o procedimento de fabricação dos vinhos e pudemos provar vinhos nas diferentes etapas de sua fabricação, algo completamente diferente de todas as visitas que fizemos.

Olha a vista… lindo!!!

Provamos vinhos dos tanques de aço inox que ainda não terminaram o seu processo de fermentação, e por isso são extremamente ácidos, provamos vinho diretamente das barricas de carvalho francesas, que permitem um ótimo paladar, e finalmente, depois de pronto e engarrafado. A parte mais legal de todas as visitas com certeza.

Provando vinho direto do tanque em aço inox….

… e depois direto da barrica de carvalho! 

UAU!!! Foi esse a primeira palavra que falamos quando entramos nessa bodega. A propriedade é simplesmente lindíssima, a mais bonita que estivemos sem dúvida alguma. Com vinhedos a perder de vista e um visual dos Andes de tirar o fôlego de qualquer um. Aproveite para chegar antes do horário da visita para poder tirar inúmeras fotos.

A visita também foi legal apesar de não ser privada como algumas que fizemos em outras bodegas, conhecemos todo o prédio que é lindamente decorado e novamente nos explicaram a fabricação. Na degustação, existem 5 tipos diferentes.

Mas o mais legal mesmo foi relaxar na varanda da bodega tomando um vinho, namorando e aproveitando a vista dos vinhedos e dos Andes.

Relaxando…

Lá tem um restaurante bem legal para aproveitar e fazer uma harmonização durante o almoço. O restaurante conta com poucas mesas (por isso a importância de reservar), um local super aconchegante e a mesma linda vista da varanda. Infelizmente não ficamos para o almoço por que já tínhamos outra reserva, mas ficamos com água na boca. 

Restaurante e sua cozinha aberta

Vista do restaurante

Da Andeluna voltamos para Lujan de Cuyo, não para visitar uma bodega mas sim para visitar um dos hóteis mais exclusivos e mais bonitos de Mendoza: Cavas Wine Lodge. 

Na entrada já fomos recebidos com uma taça de vinho e encaminhados para a nossa mesa que fica em um lindo terraço com uma vista maravilhosa e privilegiada da Cordilheira. 

Olha que maravilhoso esse terraço do restaurante

O serviço é impecável, todos muito cordiais, a comida deliciosa, o local lindo, e a carta de vinho contém os melhores vinhos da cidade. Vale muito a pena conhecer e se deliciar com o almoço.

Vista da piscina e de um dos quartos

Não preciso dizer que o almoço durou até umas 16:00 da tarde né?! Na volta… um descanso merecido para aproveitar a noite e dar uma voltinha na cidade.

Vista do hotel

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Contratando Remis

• Escolhendo as bodegas

Bodegas de Lujan de Cuyo

Bodegas de Vale de Uco

Como disse no post anterior, a melhor forma de se explorar Mendoza é escolher vinícolas da mesma região (as 3 principais são: Lujan de Cuyo, Maipu e Valle de Uco) para um dia. Isso por que as regiões são distantes entre si e podem demandar muito tempo gasto em deslocamento.

Lujan de Cuyo

Sendo assim, para o nosso primeiro passeio nos vinhedos escolhemos a região mais conhecida e visitada por lá: Lujan de Cuyo. Escolhemos 3: Catena Zapata por ser o vinho favorito aqui de casa, Pulenta pela propaganda feito pelo mestre Riq Freire e também pelo nosso remis Ariel e a Chandon por que eu particularmente adoro um espumante e queria ter uma perspectiva diferente (já que muitas das bodegas da cidade não produzem espumante ou não dão ênfase ao espumante nas suas visitas).

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Chegando na bodega Catena Zapata

Meu marido adora os vinhos da Catena e estava louco para conhecer a bodega. Ao chegar você já se depara com uma plantação infinita de uvas. Realmente de cair o queixo, ao chegar mais perto vem a estrutura em forma de pirâmide; algo impressionante.

A bodega

A infinita plantação de uvas na frente da bodega

Porém, a visita em si não me agradou muito não. O grupo formado era grande, e passeamos pela estrutura básica da bodega, sem ter muitas informações acerca da produção e nem mesmo chegando perto dos tanques de produção. O ponto alto da visita é realmente a vista dos Andes e dos vinhedos do topo da pirâmide, essa sim vale a pena cada centavo da visita.

Barricas de carvalho da Catena

Vista do tomo da pirâmide

Ao final fizemos uma degustação privada com os vinhos mais tops da bodega, incluindo até um Nicolas Catena Zapata, um vinho extremamente selecionado (mérito esse do nosso super remis Ariel, pois esse vinho não está disponível em nenhuma degustação oferecida). Este vinho  tem uma produção limitadíssima de garrafas,  ficam por 24 meses em barricas de carvalho francesas antes de serem engarrafadas, permitindo um paladar maravilhoso.

Uma sala cheia de garrafas do vinho Nicolas

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Pulenta

Logo após fomos até a Pulenta, aí já começei a gostar mais das visitas. Éramos apenas nós dois, recebidos com uma taça de vinho branco da adega para degustar durante a visita particular.

Os vinhedos da Pulenta

Nos mostraram todos os tanques que no caso, são de concreto, e inclusive uma sala de degustação lindíssima em meio as barricas de carvalho. Conhecemos o diferencial de podas de cada tipo de vinho e da forma como cada uva é processada (há diferença entre vinhos brancos e tintos). Foi um espetáculo. Esse vinhedo é 100% vertical com cepas selecionadíssimas e de excelente qualidade.

As barricas de carvalho francês

A melhor parte: a degustação

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Chegando na Chandon

Para o almoço escolhemos a harmonização da Chandon. Aqui ressalto ainda mais a importância de reservar com antecedência, isso por que no restaurante tem, ao todo, no máximo 6 mesas disponíveis e corre o risco de não ser atendido. 

Para a degustação você ainda tem duas opções ou o menu com três pratos (entrada, prato principal e sobremesa) ou então um menu com 6 pratos diferentes; todos harmonizados com espumantes da casa. Como achamos um exagero o de 6 pratos, escolhemos o de 3 passos e foi perfeito.

O prato principal

Se a fome não estiver tão grande (os pratos são super bem servidos), vale a pena simplesmente pedir um petisco e tomar um espumante no lindo jardim da bodega, nada mais romântico.

Me encantei por esse jardim

Após o almoço fizemos o tour pela linda propriedade da Chandon. Assistimos a um filminho sobre o início da Chandon na França, conhecemos as cavas e todo o precesso de fabricação e fermentação do espumante. O interessante é que essa visita mostra como a fabricação do espumante é completamente diferente de um vinho tinto ou branco. Saimos apaixonados pela bodega Chandon e carregando mais umas 3 garrafas com a gente.

Iniciando a visita

As cavas e as leveduras na boca da garrafa

No final do passeio já estávamos tão cansados e tínhamos bebidos tanto que resolvemos relaxar no hotel e aproveitar o lindo por do sol sob os Andes na sacada do nosso quarto. O desfecho perfeito para um dia maravilhoso!

Por do sol nos Andes

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Contratando Remis

• Escolhendo as bodegas

• Bodegas de Lujan de Cuyo

 Bodegas de Vale de Uco

Mendoza tem cerca de 1.200 bodegas instaladas, com mais ou menos 70 abertas a visitação. Escolher qual visitar é realmente um trabalho duro. Tem desde as bodegas super modernas com tanques e mais tanques em aço inox e instalações futurísticas, até bodegas familiares, bem pequeninas que terceirizam todo processo de engarrafamento de seus vinhos.

Uma das desgustações

O legal é visitar tanto as grandes quanto as pequenas e sentir as diferenças. Quanto menor e menos famosa a bodega, mais personalizada será a sua visita e degustação.

La Azul – vinícola familiar bem pequena

Além disso, a grande Mendoza é dividida em três regiões produtoras de vinhos:  Lujan de Cuyo (945 m acima do mar), Maipu (790 m) e Valle de Uco (a mais alta de todas com 1.200 m acima do mar). A paisagem muda drasticamente de uma para outra, sendo que a imperdível mesmo é o Valle de Uco (apesar de ser mais longe do centro), uma região com paisagens e vistas incríveis dos Andes e o vulcão Tupungato e a menos interessante (na minha opinião) é Maipu.

Vulcão Tupungato e os pomares no Valle de Uco

A mais conhecida e procurada é a região de Lujan de Cuyo, que tem as bodegas mais famosas da cidade. Porém, é muito interessante visitar bodegas das outras regiões por que, além de ter vistas lindas, conhecerá as diferenças entre os vinhos e uvas que são produzidos em cada uma delas. 

Lujan de Cuyo

Todas as bodegas possuem uma degustação no final da visita que pode ser paga a parte ou não, dependendo se a visita é cobrada ou não, ou se você adquirir algum produto na lojinha. 

Algumas possuem, ainda, um menu de degustação em que você pode escolher quais os vinhos irá experimentar. Mas o impossível mesmo é sair de lá e não estar carregado de vinhos. Cada vinícola que você visita, acaba levando 2 a 3 vinhos. 

Valle de Uco e seus vinhedos

Em viagens eu sempre carrego os vinhos que compramos dentro das malas de roupas mesmo, protejo bem cada garrafa uma da outra e despacho. Felizmente nunca tive problemas de quebras. Porém, dessa vez a quantidade de vinho foi tão grande que ficou impossível proteger bem as garrafas, então nosso remis Ariel sugeriu as caixas específicas para carregar vinhos. E foi uma ótima opção!

As grandes vinícolas tem sempre essas caixas para vender, podem ser individuais, de madeira, para 6 ou 12 vinhos protegidas por isopor; porém, o valor por lá é sempre mais caro. Foi então que o Ariel nos levou até uma loja (Wine Tours) no centro da cidade e pagamos cerca de ARS 90,00.

Como chegou a nossa caixa cheia de vinhos

Como compramos cerca de 9 garrafas, coloquei 3 nas malas e comprei a caixa para 6 e foi ótimo!! Os vinhos chegaram em perfeitas condições.

Para escolher as bodegas que mais lhe interessa é bem importante pesquisar bastante. Procurei em diversos relatos em blogs e no ótimo Guia Vines of Argentina (também tem opções de restaurantes e hoteis tanto no centro quanto rural) esse retirado do site do Riq Freire. Além das 5 folhas que o Ariel nos passou descrevendo cada uma das bodegas.

Vinícola Andeluna

Aos poucos vou descrevendo por região tanto as bodegas quanto os almoços que tivemos por lá; mas já adianto que foram todas visitas ótimas, sem falar nos almoços harmonizados que são super requisitados por lá (confesso que achei as harmonizações um exagero e acabamos fazendo só uma mesmo).

Harmonização na Chandon

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Contratando Remis

Escolhendo as bodegas

Bodegas de Lujan de Cuyo

• Bodegas de Vale de Uco

Quando se programa uma viagem, uma das primeiras preocupações é como se locomover no destino. Em alguns lugares metrô é a melhor opção, em outros alugar carro é fundamental e em outros um motorista faz toda a diferença.

Eu e o marido nunca fomos adeptos a passeios fechados com agências, já optamos por algumas mas o tempo dedicado na atração é tão curta que nem dá tempo de tirar as milhões de fotos que gostamos de tirar e ainda curtir o local. Então sempre preferimos fazer tudo por conta.

Entretanto, um dos motivos da viagem até Mendoza era aproveitar as bodegas (o marido adoraaaaa um vinho) e tomar quantas taças de vinhos estivéssemos afim. Isso sem tirar nossa liberdade de ir para onde quisessemos e parar aonde bem entendessemos para tirar fotos.

Depois de tanta degustação, sem condições de dirigir 

A solução? Contratar um Remis. Que nada mais é do que um taxi com valor pré determinado que te acompanha o dia inteiro e te leva para onde quiser. Achamos a solução ótima, porque assim poderíamos aproveitar o dia inteiro fazendo o roteiro que bem entendêssemos e ainda com a flexibilidade de pararmos no meio do caminho quando achassemos uma paisagem bonita. Adoramos!

Acho que essa realmente foi uma decisão acertada, isso por que, apesar de encontrarmos diversas pessoas que alugaram carros e nos relataram a facilidade em achar as bodegas nos GPS’s, todos relataram alguma dificuldade com os policiais da cidade, algo que sentimos na própria pele. Por diversas vezes, durante nossos passeios, o carro era parado por policiais, e no passeio ao Alto da Montanha haviam diversas barreiras policiais perguntando aonde iríamos, por que, como e quando voltaríamos.

A partir daí, a corrida era achar um Remis que passasse confiança e ainda fosse um cara legal (afinal passaríamos o dia inteiro com ele). Após várias pesquisas em diversos blogs e sites, acabamos em um forum do Viaje na Viagem onde várias pessoas descreviam suas experiências com diversos Remis da cidade e um deles se destacou para a gente,  o Ariel.

Entramos em contato com ele e era exatamente o que estávamos procurando. O Ariel foi super atencioso desde o primeiro contato e de imediato já passou um email contendo cerca de 5 páginas (exatamente isso o que você leu!! 5 Páginas) com todas as dicas e diferentes bodegas onde era possível visitar. Ficamos impressionados!

O Ariel me explicando tudo sobre as Cordilheras

Após várias trocas de emails e muitas conversas chegamos num acordo em quais bodegas visitar. O que achei legal foi que, apesar de ele indicar várias vinícolas, em momento nenhum nos forçou a ir em alguma que não queríamos. Trocamos diversas vezes de bodegas e fechamos as que realmente queríamos.

O preço não é dos mais baratos tenho que confessar, mas todos os passeio que fizemos com ele foram espetaculares. Ele tem um C4 novinho e muito confortável, conhece muito sobre vinho e sobre a cidade de Mendoza. E ainda consegue diversas vantagens nas bodegas, já que é muito conhecido em todas elas.

Algo importante em Mendoza é sempre reservar os passeios nas bodegas com antecedência e depois de fechado todo o roteiro (que ao chegar por lá foi alterado de novo e sem problemas para ele), o Ariel se disponibilizou para reservar todas as visitas as vinícolas, além dos almoços degustações que queríamos fazer. Muito prático!

Ariel e o maridão

Chegando lá tudo deu muito certo. Ele é realmente muito simpático, nos ajudou a comprar a caixa para trazer os vinhos, nos levou para uma volta na cidade (sem cobrar nada a mais, já que não estava programado) nos contando toda a história da cidade, conseguiu a visita que queríamos à bodega Pulenta que estaria fechada para visitas naquele dia, serviu de fotográfo em muitos momentos e como guia turístico em quase todos.

Enfim, para nós, contratar um Remis foi realmente a melhor escolha.

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Muitos vinhedos e os Andes de fundo

Como eu gostei de Mendoza. Lugar lindo!

A cidade é linda com seus parques e praças e bem arborizada e além disso, por todos os lados que se vira, vinhedos e mais vinhedos. De plano de fundo? A Cordilheira dos Andes! Para deixar mais mágico? Fui no inverno e a cordilheira estava toda nevada. A única desvantagem de ir no inverno, foi não ver os vinhedos verdinhos cheio de cachos de uvas.

Plaza da Spaña

Lindo é pouco. Mágico é redundante. Romântico é óbvio!

O turismo em Mendoza tem aumentado significantemente nos últimos anos. Isso graças aos ótimos vinhos que estão sendo produzidos por lá. Aliás a produção de vinho é um dos grandes pilares da economia da cidade. 

Mais vistas espetaculares (no Vale de Uco)

A região de Mendoza é dividida em 3 áreas produtoras: Lujan de Cuyo, Vale de Uco e Maipu e possui ao todo mais 1.000 bodegas em toda a cidade e cerca de 70 abertas a visitação. Por isso não deixe de visitar algumas delas, pelo menos umas 2 ou 3 por dia. E procure visitar não só as grandes e maiores bodegas mas também aquelas familiares que te deixa provar o vinho direto da barrica de carvalho. A experiência é incrível.

Depois da terceira degustação, acredite tudo o que você vai querer fazer, vai ser voltar para o hotel e descansar. Por isso procure uma hospedagem charmosa com uma vista magnifica para os Andes e de quebra no meio dos vinhedos. Onde a palavra relaxar resume tudo.

Uma das várias degustações que fizemos

Por isso, para mim, a melhor hospedagem por lá é em um hotel rural. Por lá existem vários, nós seguimos a indicação da Anna do Nós no mundo e nos hospedamos no Hotel Aguamiel. Melhor escolha, impossível. 

A “feia” vista do hotel

O hotel é charmosíssimo, com cabanas privativas viradas para os Andes, com funcionários super atenciosos e prestativos, com um restaurante de comida maravilhosa. O lugar é rodeado por vinhedos, jardins de lavandas (momento, suspiros!! ai ai), e cerejeiras.

O jardim do hotel Aguamiel

A única desvantagem é realmente o fato dos taxistas não conhecerem direito a localidade do hotel.

O Aguamiel se localiza cerca de 30 minutos do centro da cidade. Mas como os principais passeios não ficam perto do centro da cidade, isso não fazia muita diferença. No jantar, pegávamos um taxi que o hotel indicava e ligávamos para o mesmo ir nos buscar a hora que queríamos. Os taxis comuns não são muito confiáveis e, vá por mim, esses taxis com preços pré combinados são mais justos, confortáveis e confiáveis do que os taxímetros dos taxis normais.

Se quiser, é possível alugar um carro também. Não aluguei por que achamos melhor contratar um Remis (um motorista só para a gente que nos levava para onde queríamos por um preço pré combinado, contarei mais adiante) por que o maridão queria mesmo era beber vinho e aproveitar todos os tours e degustações que tínhamos pela frente, sem se preocupar com a volta para o hotel.

Mas conversamos com algumas pessoas que alugaram carro e aparentemente o GPS funciona bem por lá e é possível achar todas as bodegas com facilidade. Só cuidado pois tinha muito policial na rua enquanto estávamos por lá.

Isso sem falar no passeio pela Ruta 7, do Alto da Montanha. Ai… o Aconcágua, a neve, estação de esqui. Ai ai

No Ruta 7, no meio dos Andes

Enfim, para mim foi uma viagem perfeita. 

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Bodegas de Lujan de Cuyo

• Bodegas de Vale de Uco

Sempre achei muito difícil de achar hospedagem boa em Buenos Aires, não sei por que. As vezes que fui não tive sorte e conheço muitas pessoas que tem o mesmo fim que eu.

Acho a Recoleta um bairro ótimo para se hospedar, acho um bairro com opções de lojas, bares, restaurantes, porém ainda acho muito longe de tudo quando se vai passear. Por lá as boas opções de hotéis não faltam, porém os preços costumam ser um pouco mais salgadinhos, já que o bairro é um dos mais nobres da cidade.

Ainda acho que um dos melhores bairros para se hospedar (minha opinião! Não me crucifiquem por favor) é o centro. Acho mais perto de tudo e muito mais central, apesar de taxi ser barato na Argentina, ninguém quer perder muito tempo em um taxi nas férias, não é mesmo?

De um lado a Av. 9 de Julho, do outro o Obelisco

Dessa última vez que estive a trabalho em Buenos Aires, pedi para o pessoal de lá reservar um hotel para mim, e não é que deu certo?! Fiquei num hotel super moderninho bem na frente do Obelisco, seu nome? NH Tango !!

O hotel fica em uma entradinha quase imperceptível, na frente do Obelisco, ao lado do Teatro Colon, em plena 9 de Julho… quer localização melhor?

Vista a noite da janela do meu quarto (não dava nem vontade fechar a cortina)

Paguei o equivalente a USD 120,00 por um quarto duplo, com janela de frente para o Obelisco (solicite se possível você não irá se arrepender), com wifi free, café da manhã delicioso incluso.


O serviço também é impecável, a decoração um charme, o hotel cheirava todo a essência de baunilha, o quarto super bem decorado com TV de LCD, bancada para computador, closet e os amenities cheirosissímos.. um show!!

Trouxe vários sabonetinhos desses na mala… 

Realmente vale a pena conferir.

Detalhes do quarto

Apesar da rixa futebolística entre nós e os nossos hermanos argentinos (ainda mais sendo o técnico o Maradona) eu AMO a Argentina e apesar de já ter vários roteiros planejados para conhecer da Argentina, por enquanto só se concretizou Buenos Aires mesmo.

Então enquanto eu não planejo de vez as datas para voltar as terras argentinas vou matando a saudade por aqui. Dessa vez vou falar de uma feirinha que foi uma espécie de achado lá em Buenos Aires: A Feirinha de San Telmo.


Essa feira acontece apenas aos domingos e é um ótimo pretexto para se conhecer o bairro, que é cheio de lojas de roupas de couro (e que ficam abertas durante a feira lógico). 

A feira é de antiguidades então imagina as quinquilharias que se vende por lá. Na verdade não se vende a mãe por lá por que pegaria feio… mas está quase lá.

Para se ter uma idéia cheguei a ver caixas com dinheiro velho (não confundir com antigo, é velho mesmo, rasgado, sujo e na maioria das vezes pela metade), vidro de esmalte (duro!!), e unhas postiças usadas, mas tem muita coisa legal também.


Tem talheres antigos em prata, rádios antigos, e muita antiguidade boa e com preço legal!!! Mas a feirinha vai além disso!!! É um ótimo lugar para se ver apresentações de Tango na rua mesmo, com pessoas reais (Lindo por sinal!!) e para comprar presentinhos e lembrançinhas para os amigos e famílias.

Tango na rua

Em volta da praça onde é a feira tem também vários restaurantes para comer alguma coisa ou simplesmente bater papo bebendo uma água ou um café. Sem falar nos prédios antigos que tem em volta (antigos cabarés, casas que viraram uma espécie de shopping com várias lojas dentro), igrejas lindas (inclusive a mais bonita foi uma bem no começo da feira).


Enfim é uma ótima idéia de passeio para quem está conhecendo a capital portenha.

Depois de visitar a Casa Rosada em Buenos Aires, siga pela Avenida de Mayo (aquela bem na frente da praça onde a mesma está situada) até chegar no Café Tortoni. É um pouquinho longe mas dá para ir andando tranquilamente, é um passeio gostoso e que dá para aproveitar bem.


Esse café, datado de 1858, é o mais tradicional e antigo da Argentina inteira (ainda em funcionamento) e participou bem da história do país pois recebia muitos artistas, políticos e intelectuais tais como Carlos Gardel, Roberto Durval, Gabriela Sabatini etc. 

O café é todo decorado com antiguidades, bem charmosinho, com mesas de sinuca ao fundo, estátuas dos seus visitantes ilustres e um palco pequeninho de tango numa sala mais reservada. Mas atenção: Para conseguir assistir a um espetáculo de tango lá é bom reservar com antecedência e chegar bem cedo também pois lota bastante.

Sala reservada ao espetáculo de Tango

Mas se você não pretende assistir ali um show de tango… o café abre de manha ate a noite e com uma comidinha bem gostosa.

Apesar de nos dias atuais ter virado atração para turista, vale muito a pena visitar esse lugar que já teve uma importância histórica para o país.



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