Depois de tanta ansiedade chegou o “meu” dia no Rock in Rio. No dia 24 de outubro setembro fui assistir uma das minhas bandas favoritas, Red Hot Chili Peppers, em um dos maiores, se não o maior, festival de música do país… o Rock In Rio.

Depois de três grandiosas e memoráveis edições no Rio de Janeiro, o Rock in Rio infelizmente se mudou para a Europa, com edições em Madrid e Lisboa, e em 2011 volta a terrinha natal em grande estilo. Apesar do nome Rock in Rio, o festival é uma festa da música, seja ela pop, rock, metal, r&b e etc… acho isso importante afinal, todos os estilos musicais devem ser respeitados e comemorados… tem espaço para todo mundo.

Para chegar lá não foi fácil… achei muito desorganizado com preços e filas abusivas. Chegar de carro é impossível, isso por que o acesso às ruas principais foram bloqueadas tornando mais difícil o acesso de carros (não achei lugar nenhum para estacionar o carro, alguns deixaram no meio da rua mas nada seguro) e taxis.

A intenção da organização era incentivar o uso de transporte coletivo com duas opções: ônibus VIP e o ônibus de linha normal. O ônibus VIP tinha o preço exorbitante de R$ 35,00 por pessoa, pega fila para pegar um cartão e ainda pega uma fila imensa para entrar no ônibus e mesmo assim não vá esperando descer na porta do evento, o ônibus para cerca de 1km da entrada.

Ou então pegar ônibus de linha normal, cerca de R$ 2,50 a tarifa, entretanto a fila é interminável e no primeiro dia de shows o terminal principal (Alvorada) para pegar o ônibus estava caótico, o dia inteiro sem energia elétrica, e houve muitas reclamações de desorganização nas filas. 

Depois de ver todos os depoimentos, reclamações e conversas com alguns taxistas resolvermos ir contra o recomendado e tentar chegar de taxi. Pagamos cerca de R$ 30,00 (marcado no taximetro) os dois e ficamos muito perto, cerca de 500 metros da entrada. Os taxistas conhecem bem os lugares do Rio de Janeiro e sabem como chegar pertinho do local.

Mapa da enorme Cidade do Rock

Para ir embora foi outro stress, todo mundo saindo ao mesmo, e como queríamos pegar taxi, ali sim tivemos que andar muito para achar um, e ainda como estávamos hospedados na Barra os taxistas não queriam nos levar, quando finalmente conseguimos um pagamos cerca do dobro do que pagamos na ida.

Ao chegar lá, fiquei surpresa que não tinha fila nenhuma para entrar no evento. Tá certo que eram cerca de 19:00, mas ainda tinha muita gente entrando. Ponto positivo! 

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Além de muita disposição, se for de dia não esqueça de levar um boné/chapéu e muito filtro solar. Afinal estamos no Rio de Janeiro e o sol pode ficar bem forte. Se ficar até a noite, é importante levar um casaco também… No dia que fui estava bem fresquinho a noite, e como ficamos até as 3:00 da manhã veio a calhar. Além disso uma capa de chuva é fundamental.

Se quiser também levar alguma coisa para comer, talvez seja uma boa pedida, já que, apesar de existirem vários restaurantes como Bob’s, Crepes, pipocas, cachorro quente, pizzas, e até um Botequim Informal (melhor lugar para comer e beber com filas menores e preços menos exorbitantes) perto da montanha russa com picadinho de carne e bolinho de carne seca com catupiry… (hummmmmm….), as filas em todos os lugares e para tudo são quilométricas e não andam de jeito nenhum. 

Aliás para tomar um chopp é praticamente uma missão. Vários atendentes com chopp da Heineken ficam circulando por toda a Cidade do Rock, mas a concorrência é tão grande que acaba rapidinho. Outras bebidas como água e refrigerantes são mais fáceis de conseguir achar com os vendedores que ficam circulando.

No mais é só se divertir e aproveitar cada cantinho daquela enorme Cidade do Rock. Chegue cedo e aproveite tudo.

A Rock Street é cheia de casinhas no bom estilo New Orleans com um coreto bem no meio onde vários artistas fazem Pocket Shows, assistimos Evandro Mesquita e foi ótimo. Além disso, por lá tem várias mesinhas e cadeiras, algumas lojinhas oficiais do evento (que estão espalhadas por todo lugar), e vários restaurantes.

A lindinha e lotada Rock Street

Sem falar nos brinquedos bancados pelos patrocinadores: tirolesa, roda gigante, montanha russa e o Free Fall; todos com entrada gratuita. Fiquei com muita vontade de ir na roda gigante para ter uma vista panorâmica de toda a Cidade do Rock e na tirolesa, que passa bem em frente do palco, durante um dos shows, a emoção deve ser grande. Mas a fila estava tão grande ( 😦 ) que desisti.

Olha que show essa tirolesa na frente do palco principal

Outra atração incrível é ir visitando os “stands” dos patrocinadores, tem muita coisa legal!!

Destaque para “banda” animatronics do stand da Taco Jeans, mini camarote da Coca- Cola todo feito somente de engradados da marca (achei a idéia sensacional) e o Altar do Rock da Sky que estavam “casando” os apaixonados “em nome do rock e até que o pagode e axé os separe”.

Sem falar na programação dos 3 palcos (Sunset, Eletrônico e o principal, Mundo). É lógico que vai existir uma ou outra banda que você não curte, então aproveita para curtir tudo isso que o Rock in Rio pode te oferecer… acredite, vale muito a pena, é tudo o máximo. Além disso, existem telões estrategicamente posicionados e de excelente qualidade, e o melhor não estão localizados apenas próximo aos palcos, estão por todas as partes.

Adorei a Cidade do Rock. 

Red Hot Chili Peppers durante “Give It Away”

Melhor encerramento possível: um lindo show de fogos

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