Enquanto você estiver na sua estadia nos Hoteis Floresta vai ter muita opção de passeio. Se não quiser ficar um segundo parada você não fica.

Tem passeios para ver o sol nascer (que ouvi dizer ser furada), passeio durante a alvorada pela mata para aprender mais sobre a Floresta (achei legal mas quando fiquei sabendo da quantidade de mosquito que vinha de brinde desistimos), pescaria de piranhas, nadar com botos e etc.

Aqui vou listar os passeios que fiz e posso dizer que adorei todos (apesar de existir muitos outros).

• Nadando com os Botos:

Esse passeio é sempre opcional, independente de qual hotel for se hospedar e não é realizado todos os dias não, no intuito de não incomodar os ilustres habitantes da área; no Ariaú, era toda terça e quinta.

Na verdade não peguei um dia muito bom para o passeio, não. Estava chovendo e o Rio Negro estava super agitado, formando até ondas, mas como não podíamos deixar passar essa oportunidade, vestimos nosso colete salva vidas (obrigatório pelo guia do passeio) e lá caímos nós no Rio Negro.

Logo após o guia entrou na água com um balde cheio de peixes e começou a jogá-los no rio, depois de uns minutinhos lá estavam eles, passando por baixo das nossas pernas, correndo atrás dos peixes… muito fofos!!

Nossos amigos chegando

Eles chegam muito pertinho, você literalmente consegue nadar com eles; tocar na sua pele macia… só infelizmente o guia não nos deixou alimentá-los (não sei se por causa da agitação do rio ou por precaução mesmo).

Uma curiosidade: Os botos chamados de rosa, na verdade nascem cinza. Quanto mais novinho o boto mais cinza ele é, conforme ele vai ficando mais velho ai sim vira rosa. Portanto nem todos os botos que você vai ver no passeio (no nosso tinham 3 ou 4) serão literalmente rosa.

• Visita a uma comunidade ribeirinha:

É incrível como tem comunidades inteiras que vivem e sobrevivem naquele fim do mundo, longe de tudo e perto de nada. Achei muito interessante ver como eles vivem, do que se alimentam. Tudo o que eles precisam, eles plantam por lá mesmo; tem açaí, urucum (para fazer as pinturas no corpo), mandioca e etc.

Urucum e a índia lindinha

Eles mostram, também, todo o processo de fabricação da farinha de mandioca, tucupi e goma da tapioca. Depois de moer (1) a mandioca venenosa, a mesma é espremida (2) separando então a farinha de mandioca do líquido venenoso. Esse líquido é o famoso tucupi, lógico que só é comestível após de ser fervido várias vezes até ter certeza de que o veneno foi totalmente eliminado (3). No fundo do tucupi fica uma massa branca: a goma da tapioca (4). Que a ribeirinha fez um biju delicioso como lanchinho da tarde.

• Pescaria de piranhas:

Na volta para o hotel paramos em uma região que tem bastante incidência de piranhas. Paramos, o guia distribuiu varas e iscas para pesca e lá fomos nós tentar pegar piranhas. Achei dificílimo esse negócio de pescaria e entendi que não tenho vocação nenhuma para a coisa. Mas teve muita gente no barco que realmente conseguiu pegá-las. E achei o máximos ver as piranhas de pertinho, com seus dentes super afiados, ninguém teve a coragem de tirá-las do anzol. 

• Por do sol:

O mais legal de todos esses passeios são as paisagens que temos. Uma mais linda que a outra, realmente de tirar o fôlego. E nessa hora o sol já estava se pondo o que fazia que as mesmas virassem mágicas. Com o céu numa coloração sem igual e toda aquela selva refletindo nas águas do Rio Negro. Foi incrível.

Ao chegar no hotel o céu estava uma mistura de rosa, com amarelo, laranja; ficamos um tempão ali, boquiabertos, tirando fotografias e admirando a beleza do lugar que estávamos.

• Focagem de jacaré:

Após o jantar, teve mais um passeio, o mais emocionante do dia. Pegamos o barquinho e assim que entramos já fomos avisados das “regras”: silêncio até o momento do jacaré ser pego, não emita luz de nenhum tipo seja flashes, celulares nada, sem movimentos bruscos e nada de levantar do barco ou por a mão para o lado de fora (eu que não ia ser louca).

Assim fomos no meio da selva na escuridão completa e apenas uma lanterna absurdamente potente usada pelos guias para achar os bichos saimos em busca do nosso filhote de jacaré. Muitas vezes, quando passavam a luz, era possível ver os olhinhos vermelhos (ao meu ver amarelos) dos jacarés.

Depois do guia pegar o filhotinho de jacaré, daí a festa era completa e passam de mão em mão para tirar fotografias, o guia conta as diferenças entre macho e fêmea e todas as curiosidades da espécie e então liberta o bichinho.

Prestando atenção nas explicações

Enfim foram passeios inesquecíveis e que nos brindaram paisagens maravilhosas que ficarão para sempre guardadas na nossa memória.

Mais sobre a viagem de Manaus aqui:

• Resumo da Viagem

• Se hospedando em uma Jungle Lodge

• O lindo Teatro Amazonas

 Encontro das Águas

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